Numa nota a que a Reuters teve acesso ontem, Aodhan Cullen, CEO da StatCounter fazia notar que, de acordo com os dados da empresa, o Firefox, browser da Mozilla, tinha ultrapassado o Internet Explorer 7 no continente Europeu.
Claro que, devido às várias versões ainda em utilização, o IE continua a ser dominante cumulativamente. Temos também de ter em atenção que muitos utilizadores migraram do IE7 para a nova versão mas, mesmo assim, se separarmos individualmente, o Firefox passa a ser o browser mais utilizado na Europa.
Isto é uma meta importante não só para a Mozilla Foundation mas também para os advogados do código-aberto, como nós. Este é um dos projectos que nos faz acreditar que é mesmo possível alterar o rumo do software através de comunidades coesas a trabalhar em todos os pontos do globo para oferecer peças de código fiáveis, seguras e, ainda mais importante, gratuitas e livres de serem alteradas.
Há alguns dias atrás, no dia 19, a própria Mozilla apontou alguns dados bastante positivos no seu blog de estatísticas e, na altura, pareceu suspeitar ligeiramente das referências do StatCounter.

Seja como for, é inegável que o Firefox está a ganhar cada vez mais projecção e, mesmo com a entrada em jogo do Chrome, da Google, a ascensão positiva do Opera e a recepção negativa ao IE8, o crescimento deverá manter-se. Principalmente na Europa, onde a Comissão Europeia tem luta de anos travada com a Microsoft devido à inclusão do browser no Windows e consequente abuso de posição dominante. Vistas as coisas a frio, a melhor solução para a Microsoft salvar o IE seria abrir o seu código-fonte — a concorrência não tem medo de fazê-lo. Manteria a sua base de utilizadores inalterada e subsidiaria um produto de muita melhor qualidade.
No entanto, mesmo para o Firefox o jogo não está muito seguro, caso o IE acabe eventualmente por cair. A batalha do futuro será na velocidade (não só de navegação) e no uso de recursos, embora a importância dos add-ons também não seja de descurar, pois as funcionalidades e o valor acrescentado que lhe garantiram foram um dos segredos do seu grande sucesso. O inimigo do Firefox na futura (e já famosa) “Guerra dos browsers” pode ser, curiosamente, ele próprio, se entretanto a inovação estagnar e não corresponder às expectativas dos seus utilizadores, tal como bem apontou Dave Winer a Asa Dotzler numa troca de galhardetes habitual em caixas de comentários.
Por último, queríamos deixar aqui uma nota: o nosso continente não é o primeiro que o Firefox conquista; teve ainda melhor recepção na Antárctida, onde a sua quota de mercado é absolutamente brilhante: 100%! De leitura obrigatória.


PROGRAMAS LIVRES é um projecto do
19:07 on Abril 1st, 2009
Eu sou completamente contra o IE, e tenho feito muita força para que os visitantes dos meus sites migrem todos para o Firefox embora não me importe que posso escolher opera ou chorme, o que interessa é não usarem o IE, porque de facto é terrível desenvolver coisas novas com css2.1 e css3 para o IE.
Até chego ao cumulo de verificar se o visitante está a usar IE e se estiver apresento lhe uma barra preta a sugerir o Firefox como podem ver em: http://www.insidebb.com
16:18 on Abril 3rd, 2009
É realmente chato ter que desenvolver coisas novas para quem usa o IE… Pena é , que não consiga ver que o FF também não respeita todos os standarts…
Pressionar alguém a escolher o FF invés do IE, ou qualquer outro, vai contra qualquer ideia de livre escolha. Portanto não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti. Se somos contra a Microsoft fazer algo, não vamos nós fazer o mesmo.
Quer se queira, quer não, por um motivo ou outro… temos, embora esporadicamente, que usar o IE. Nem que seja porque um mau profissional que não se quis dar ao trabalho, apenas ter feito um determinado site, compatível com o IE. E não falo de sites que são dispensáveis… falo de empresas e serviços necessários ao cidadão.
18:01 on Abril 3rd, 2009
O Firefox vai melhorar muito no que respeita a standards em próximas versões, mas de facto, tens razão, mas eu não obrigo ninguém a instalar o Firefox, apenas sugiro, a decisão final é o do utilizador.
No entanto, todos os meus sites são utilizáveis com ie, mas se a taxa de ie começar a descer cada vez mais acredito que em próximos trabalhos não me darei ao trabalho de perder horas descobrindo o porque do ie render o css de forma completamente diferente de todos os outros browsers e tentando arranjar soluções sem ter que necessariamente incluir um ficheiro css apenas para o ie…