O software proprietário não é só um perigo para a liberdade e um atentado à ética social. Também é um grande perigo para a segurança, como Nart Villeneuve descobriu quando reparou que o Skype continha uma “funcionalidade” que permitia ao regime chinês guardar mensagens de texto transmitidas neste cliente de VoIP. E o pior (sim, ainda fica pior) é que as mensagens eram guardadas num servidor público a que qualquer pessoa podia aceder.
Estes registos continham, para além das conversas escritos, os nicks, os IPs, os números de telefone e outros dados pessoais. E não eram apenas relativos a utilizadores chineses, mas também de quem tinha comunicado, através do Skype, com utilizadores chineses.
Da próxima vez que quiserem usar uma aplicação proprietária só porque ela é engraçada, lembrem-se deste episódio e depois voltem a ponderar a utilização dessa aplicação. A escolha final é sempre vossa, mas convém que essa escolha seja feita com todos os prós e contras bem pesados.
A Mozilla Online, a representante da Mozilla na China, lançou uma novamascote do Firefox: o G-Fox. Isto surge como forma de popularizar ainda mais o browser neste país onde a aposta em software livre tem tido um bom crescimento.
Desde tempos imemoriais que uso os produtos com a chancela Red Hat. Foi o meu primeiro amor neste mundo da liberdade e desde sempre havia qualquer coisa que me fazia ficar espantado com o que a comunidade conseguia construir!
Mais tarde apaixonei-me pelo openSuse, mas essa é outra história que neste momento tem cada vez menos valor. Com muita pena minha.
O Fedora foi, é e será uma das distribuições que estará sempre presente pelo menos numa das minhas máquinas; e esta versão 9 conseguiu espantar-me. Mais uma vez.
Na próxima semana espero ter concluído um artigo mais abrangente acerca desta distribuição.
Se quanto ao Fedora 9 não me alongo mais, esta semana andei a experimentar 3 distribuições baseadas no produto desta casa: CentOS, BLAG 90000 e Linpus.
Começando pelo fim, Linpus é uma distro um pouco minimalista baseada em Fedora. Embora já exista há algum tempo, só agora parece querer tornar-se reconhecida mundialmente através da ACER, mais especificamente do ACER One. Eu sou um dos que pertenciam ao grupo dos “desconhecedores”. Já tinha “ouvido”, há cerca de 2 ou 3 anos, falar de qualquer coisa mas nunca perdi tempo a experimentar, tal como agora aconteceu com este sabor “Linux”.
Apesar das várias versões, sinceramente pode servir para uma máquina do tipo ACER One, mas não consigo vislumbrar o que poderá fazer face aos nomes mais conhecidos do mundo “Linux”, exceptuando no mercado da China. Foi uma experiência que me custou muitas e boas horas e não me convenceu. Espero ainda pôr as mãos em cima de um ACER One para ver como aquela versão do Linpus se porta.
Quanto ao BLAG 90000, o meu parceiro Bruno Miguel já aqui colocou um artigo. Nada mais tenho a adiantar excepto realçar a natureza “totalmente livre a aberta” que faz parte da filosofia deste “Linux”. Apesar de alguns desentendimentos que me deram um pouco de trabalho lá consegui colocar tudo a trabalhar, mas chamo a atenção que não foi à primeira…
Eis-me chegado ao CentOS. Para quem não conhece posso adiantar que é uma das melhores distribuições “Linux” que anda por aí. Baseada no Red Hat Enterprise Linux, oferece todo o potencial deste livre e aberto produto comercial, porém a custo ZERO. Se no mundo “servidor” quase todos conhecem o CentOS, já no caso dos Desktop tal não se verifica e apenas uma “meia dúzia” de malucos se lembram de andar por aí com esta distribuição, grupo nos quais me incluo pois a partir de agora é este “Linux” que me acompanha a maior parte do tempo - fiquei rendido. O Fedora 9 continua a acompanhar-me mas numa outra máquina, a qual provavelmente substituirá o actual prestimoso e velhinho servidor. Pode-se dizer que se trata de uma troca já que o CentOS está actualmente no “velho” servidor, onde se tem portado de forma irrepreensível.
Neste momento, penso que o CentOS é a melhor distribuição para um sistema empresarial já que tem uma invejável versãoservidor, ao mesmo tempo que a Desktop/Workstation se encaminha para a “bóptimo”.
Quem estiver interessado em experimentar pode descarregar a versão mais recente - 5.2 Live CD - no habitual darkstar.
José Rocha escreve no PL todas as terças um artigo sobre Sistemas Operativos Abertos. Podem encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.
Foi no ICMIP decorrido em Yenji, na china que o novo projecto já denominado Hana Linux foi anunciado. Prevesse que no inicio do proximo ano ja hajam progressos e por isso serão apresentados relatórios do progresso. Ambos vão também cooperar para reduzir as diferenças tecnológicas entre os países e serão criados centros de formação de profissionais de Linux na Coreia e na China.