Arquivo para a categoria 'opiniões'

Nov 11 2008

UBUNTU 8.10

Entre a comunidade, desde 2004, tem sido nos últimos anos a mais badalada Linux, provavelmente a mais utilizada no uso doméstico e principalmente em .

Apesar de todos os por parte da Canonical, o uso em servidores ainda é relativamente inexistente, provavelmente devido à confiança depositada em outras distribuições e o olhar desconfiado que muitos administradores de sistemas ainda mantêm. Pessoalmente, já experimentei as duas última versões LTS, 6.06 e 8.04 num servidor e os problemas apresentados não foram complicados de resolver, apesar de existir um bug um pouco mais grave mas que rapidamente foi . Note-se que as versões LTS tem um período de suporte entre 3 a 5 anos, enquanto as “outras” esse período é de apenas 18 meses. Em termos de e estabilidade, a com o 6.06 foi boa com cerca de um ano nonstop. Quanto à 8.04, apenas a mantive durante 2 meses nonstop e durante esse sempre se manteve estável, tendo sido substituída pelo CentOS apenas por uma preferência .

Mais uma vez a Canonical conseguiu cumprir os prazos a que se propôs, de seis em seis meses uma nova , e lançou a 8.10 há cerca de duas semanas atrás. Com o lançamento do , a Canonical lança outras versões de forma a abranger as necessidades específicas de todos os utilizadores tais como:
- Kubuntu - gestor gráfico kde;
- Xubuntu - leve gestor gráfico Xfce vocacionado para uso em antigos e portáteis “menos” rápidos;
- Studio - vocacionado para multimédia - áudio/vídeo/grafismo;
- Mythbuntu - Media Center.

Todas estas versões são disponibilizadas para processadores Intel/AMD 32 bit (i386) e 64 bit (x86_64). Para servidor existe ainda o Server, que, para além das plataformas indicadas, ainda contempla os processadores SPARC.

Apesar de ter mencionado que Xubuntu se prestava a “menos” rápidos, nada impede que seja instalada nos bem rápidos, solução aliás que é utilizada por este escriba no mais rápido presente no lab caseiro. Gosto essencialmente dos parcos recursos que utiliza ao mesmo que me permite ter um ambiente gráfico excepcional.

A com o Live CD não foi das melhores já que o não lidou bem com o conjunto placa gráfica Nvidia 8600 GT/monitor TFT ACER. AL 1912.  Como eu, desde o princípio, decidi dedicar este espaço a distribuições Linux do tipo LiveCD que, ao mesmo , funcionassem em pelo menos dois do “mylab”, o objectivo não foi inteiramente cumprido. Enquanto neste tive problemas que foram ultrapassados de forma mais ou menos , mas mesmo assim fora do âmbito deste espaço, em dois outros não tive qualquer problema, facto que me levou a escrever na mesma este sobre 8.10.

Assim, numa primeira análise, o 8.10 cumpre praticamente tudo o que prometeu mas com uns pequenos problemas de juventude, os quais certamente serão resolvidos rapidamente pela comunidade e incluídos nas actualizações.
O que é facto é que cada vez se nota mais a apetência dos utilizadores pelas versões mais recentes, o que pode levar a pequenos dissabores para todos aqueles que se estão a iniciar ou com poucos conhecimentos da realidade , mas com o espero que as coisas mudem de figura. Por esse motivo recomendo a todos uma consulta ao novo Ubuntu.pt onde, para além de notícias e informações importantes, poderá encontrar um grupo de pessoas sempre pronto a ajudar.

Para todos os interessados, já sabem que o sítio do costume - “darkstar” - está disponível à vossa espera.

Divirtam-se.


jocaferro UBUNTU 8.10 José Rocha escreve no PL todas as terças um sobre .
Podem encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.

Relacionados

Sem comentários

Nov 08 2008

O limite do Software Livre é a imaginação

Published by Bruno Miguel under opiniões

Quando estamos de mãos e pés atados, não vamos longe, por mais que nos esforcemos; quando estamos livres, vamos até ao infinito (e mais além). Com , temos e a é o limite. Ainda agora a Red Hat fez algo que a VMWare dizia ser impossível: desenvolveu uma forma de migrar máquinas virtuais de um para outro, sem desligar ou parar nada. Outro exemplo são as distribuições modernas do que podem ser iniciadas a partir do CD, algo que a maioria dos sistemas operativos proprietários ainda não implementou.

O é como uma floresta a fervilhar de vida; uma fonte inesgotável de ideias; uma forma de tentar alcançar o impossível e chegar mais longe. Citando Albert Einstein: «A é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A envolve o mundo».

As possibilidades do não acabam num sistema que permite a migração “live” de máquinas virtuais. Em nossas casas podemos implementar ideias usando . A empresa japonesa Plat’Home sabe disso, por isso lançou um concurso chamado «Will Linux Work?», para premiar as melhores ideias para a implementação de soluções com recurso ao . Um dos requisitos obrigatórios era a utilização do sistema .
Esta empresa recebeu várias propostas. Uma das propostas é a criação de um sistema para fechar automaticamente a porta de um galinheiro. Este sistema faria uso de uma webcam para permitir ao utilizador ver se estava tudo bem, usaria o SNTP para sincronizar a hora e saber quando é que devia abrir e fechar a porta, e outras aplicações. Outra ideia é um sistema que permite ver as estatísticas dos gastos de electricidade em casa. Se isto já era algo útil e necessário, nos tempos que correm torna-se ainda mais imprescindível.
Estes são só dois exemplos do que é possível alcançar quando não se têm amarras a dificultar ou impedir o movimento. Quando usamos , estamos apenas limitados pela nossa ; se usamos proprietário, as limitações estendem-se para além da .

Se ainda estão presos, libertem-se!

Relacionados

Sem comentários

Nov 08 2008

Freeware não é Software Livre

Published by Bruno Miguel under opiniões

Não é por vontade própria, mas costumo dar uma vista de olhos no kerodicas.com. Não que tenha algo contra; o kerodicas tem todo o mérito, dentro e fora do seu nicho, apenas não me desperta particular interesse. As minhas preferências de leitura andam, não necessariamente nesta ordem, pela política, desporto, informação, curiosidades, , webdesign, design gráfico, música, etc.

Ontem, enquanto dava uma vista de olhos pelo , reparei que mencionavam o lançamento da segunda beta do Firefox 3.1. O texto faz apenas um resumo do que é o Firefox, e em rodapé aparece alguma informação sobre o browser: sistemas suportados, , página oficial e links para download. Foi nesta informação que voltei a encontrar um erro que o(s) autor(es) do Kerodicas continuam a cometer, apesar de já lhes ter chamado a atenção para isso. Em vez de mencionarem as três licenças que regem o Firefox - MPL, GPL e LGPL - classificam-no como (no momento antes da publicação deste post, o erro ainda não tinha sido corrigido). Esta informação é, como é óbvio, errada, porque o Firefox é e não ou uma aplicação ditatorial/proprietária que se pode utilizar, dentro dos termos definidos pelo seu autor (termos esses que têm o hábito de ser castradores dos direitos dos utilizadores), sem pagar uma , vulgo .

Este erro não é exclusivo do kerodicas. Com muita pena minha, este é um erro bastante frequente e pode ver-se em diversos nacionais e internacionais. A coisa chega ao ponto de se venderem de utilização para aplicações livres. Não que o tenha que ser obrigatoriamente gratuito, mas pressupõe que o utilizador pode aceder livremente ao código, alterá-lo e distribuí-lo a seu belo prazer, e usar a aplicação da forma que bem entender. Com o , não pode fazer isso; o só difere do proprietário pago por não ser pago; de resto, é a mesma coisa: não é seguro porque não podemos ver o que o faz, e o programador mostra desconfiança e desrespeito pelo utilizador porque esconde o código.

Relacionados

12 comentários

Oct 31 2008

Os governos sul americanos e o software livre

Published by Bruno Miguel under opiniões

Via NorthxSouth, fui remetido para um interessante artigo do jornal espanhol Público sobre o uso de na . Neste podemos ler o seguinte sub-título: «Los Gobiernos suramericanos impulsan el uso de libre frente al propietario buscando independencia tecnológica, seguridad y desarrollo local» (em , é algo como «Governos Sul Americanos preferem o ao proprietário para conseguirem independência tecnológica, e impulsionarem o desenvolvimento local»). O importante a reter é as razões para a escolha do : , independência e impulso do desenvolvimento nacional, isto é, tudo aquilo que em não se faz. Interessante, não é? Não, é apenas triste, porque cá não temos ninguém com a visão necessária para perceber isto e começar a apostar apenas em . Estamos tecnologicamente dependentes, não estamos seguros porque a natureza do proprietário é o oposto da (não há quando não podemos ver o que determinada aplicação realmente faz; confiança cega não é , é apenas estupidez) e, com estes acordos, estamos longe de ajudar a economia a crescer sozinha - uma economia que cresce apoiada numa bengala cai assim que a bengala é tirada.

Vejam o , por exemplo. Nos últimos anos, este país tem crescido a olhos vistos. Tecnologicamente, é bastante avançado. E sabem em que é que apostam maioritariamente? Em . Coincidência? Não! Eles sabem o que estão a usar e estão a adaptar e desenvolver soluções à medida das necessidades dos cidadão; ainda agora usaram nas máquinas de votos e todos os partidos puderam analisar o código do . Para além disso, existe justiça tecnológica porque qualquer pessoa pode adaptar uma aplicação, pode fazer um fork, pode estudá-la e pode distribuí-la. Não é só dar jeito ter o código à vista, é ser justo e respeitar todos - programadores e utilizadores. Ninguém está dependente de ninguém e existe transparência. Podem chamar-lhe democracia tecnológica, se preferirem. O oposto, ou seja, o uso de proprietário, é uma ditadura tecnológica, algo a que me parece que vocês não se querem submeter - conscientemente, pelo menos.

Quando veremos como um exemplo na implementação e uso de ? Acho que mais depressa vejo o Cascos de Rolha de Cima [1] ganhar o campeonato de futebol que vejo servir de exemplo neste campo. Desculpem, mas é o que penso. Inverter esta dependência tecnológica, que eu comparo à dependência das drogas pesadas, e esta falta de visão, não é , menos quando concursos públicos que parecem favorecer empresas de proprietário. Se não acreditam, vão até ao Software Livre no Sapo; lá, estão alguns destes casos expostos. Gosto tanto deste país como qualquer um de vocês, mas neste ponto não tenho problema nenhum em dizer que tenho vergonha de . Enquanto uns começaram a acordar para a vida, nós estamos a dormir que nem uma pedra.

Dou-vos mais um exemplo de um país que não está a dormir: a Alemanha. O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Governo alemão decidiu migrar 11000 para o . Por enquanto, apenas 4000 usam este sistema operativo e o ministério já apresenta uma poupança de 66%. De acordo com o antigo responsável das TI deste Ministério e actualmente um dos diplomatas na embaixada alemã em Espanha, Rolf Schuster, cada dos Ministérios que não usam tem um custo anual que ronda os 3 mil euros, ao passo que os do Ministério dos Negócios Estrangeiros que usam custam, cada um, perto de mil euros (por ano). É uma poupança bastante grande, mas isso não é o mais importante. A independência tecnológica conseguida, a obtida por saberem exactamente o que o está a fazer - é livre, é impossível não saber o que ele faz - e a possibilidade de adaptar o às necessidades específicas de cada Ministério são a grande vantagem de usar .

Algum de vocês compraria um livro que viesse selado com um cadeado e que não pudessem legalmente abrir? Confiar-me-iam os dados da vossa conta bancária, a vossa casa ou o vosso carro? Então porque fazem isso com o que usam no vosso ? Não se esqueçam que o é vosso e só vocês é que mandam nele. Ao usar proprietário perdem esse controlo; deixam de mandar no e passam a sujeitar-se à vontade de terceiros; estão a subjugar-se; ficam com algo que pagaram e não é vosso. Para mim, isso é mau negócio. Está na altura de dizerem «Aqui mando eu, carago!», e para isso só têm que usar . O mudou; a Alemanha está a mudar; a Espanha também; a Venezuela, idem aspas. De que é que estão à espera?

Depois de escrever o primeiro rascunho deste texto enviei-o ao João Matos para que ele lhe desse uma leitura. Ele sugeriu-me que apresentasse algumas soluções neste texto, porque dizer mal todos dizem. Ora, dizer mal é uma das minhas grandes qualidades; já o mesmo não posso dizer da apresentação de soluções. Apesar disso, fiz um esforço e criei uma pequena lista de soluções, e desafio-vos a ajudar-me a aumentá-la.

A minha pequena lista de soluções para o problema do proprietário em é:

  • procurar junto das universidades parceiros para o desenvolvimento de aplicações livres para as instituições públicas;
  • procurar junto das empresas nacionais parceiros para o desenvolvimento de aplicações livres para as instituições públicas;
  • utilizar apenas nas instituições públicas (repartições de finanças, Assembleia da República, escolas e hospitais públicos, etc).
  • usar apenas formatos abertos para os documentos e comunicações;
  • parar, de vez, de fazer parcerias com empresas que desenvolvem proprietário;
  • não permitir a entrada de proprietário em concursos públicos;
  • dar preferência de sistemas livres nos que são comercializados (pelo menos até o proprietário ser erradicado do país);
  • incentivar as empresas a desenvolver ;

[1] eu não faço ideia se esta localidade existe ou não. se existe, os seus habitantes que me desculpem o uso da sua localidade para fazer uma ilustração algo exagerada - contúdo, correcta - de um ponto de vista

Relacionados

3 comentários

Oct 27 2008

Netbooks com GNU/Linux muito requisitados na Austrália

Published by Bruno Miguel under opiniões

Hoje, para a categoria «Roam-se de inveja, tuguistaneses [1]», trago-vos notícias vindas da . Neste país, onde há um canguru a cada 100 metros, os pedidos de com o crescem de dia para dia, e é perfeitamente normal ver as pessoas na rua com o .

Em visita a , o conhecido blogger The Var Guy constatou isso mesmo quando conversou com um funcionário da Geek Central, uma empresa que comercializa , e ainda fornece apoio técnico a PMEs. De acordo com este funcionário, os pedidos de com o foram tantos que eles tiveram que os juntar à oferta de com o Windows XP.

Que é que nós, tuguistaneses, fazemos por terras de Tuguistão? O melhor que se consegue é fornecer aos miúdos com a Caixa Mágica 12 e o Windows XP. Que raio é que o XP ali está a fazer? Nós não vivemos numa ditadura para estarmos a impingir a ninguém! Vale a esses jovens, e a vocês também, a existência do Programas Livres, o melhor do mundo para encontrar imenso para usarem esse sistema proprietário.

[1] tuguistaneses, de Tuguistão, o país dos tugas

Relacionados

3 comentários

Oct 02 2008

Perigos do software proprietário

Published by Bruno Miguel under opiniões

vigilância

O proprietário não é só um perigo para a e um atentado à ética social. Também é um grande perigo para a , como Nart Villeneuve descobriu quando reparou que o continha uma “funcionalidade” que permitia ao regime chinês guardar mensagens de texto transmitidas neste cliente de VoIP. E o pior (sim, ainda fica pior) é que as mensagens eram guardadas num servidor público a que qualquer pessoa podia aceder.

Estes registos continham, para além das conversas escritos, os nicks, os IPs, os números de telefone e outros dados pessoais. E não eram apenas relativos a utilizadores chineses, mas também de quem tinha comunicado, através do , com utilizadores chineses.

Da próxima vez que quiserem usar uma aplicação proprietária só porque ela é engraçada, lembrem-se deste episódio e depois voltem a ponderar a utilização dessa aplicação. A escolha final é sempre vossa, mas convém que essa escolha seja feita com todos os prós e contras bem pesados.

{via Arstechnica}

nota: a imagem deste post chama-se Photoblogger e é da autoria de Thomas Hawk, que a disponibilizou sob uma Creative Commons 2.0 by-nc.

Relacionados

Sem comentários

Sep 26 2008

Do desktop para a web. Bom ou mau?

Published by Bruno Miguel under opiniões

As aplicações estão a tornar-se cada vez mais populares e é quase um facto que, dentro de algum , elas serão tão populares como as aplicações locais (ou de , se preferirem). Isto é prático porque, independentemente do sistema e do local, a aplicação, à partida, mantém sempre o mesmo interface e só necessita de um browser para ser acedida.
Mas também levanta algumas preocupações, como a impossibilidade de distribuir e alterar essa aplicação de acordo com as nossas necessidades, e a informação inserida nessas aplicações, em boa parte dos casos, nunca ser realmente nossa. Basta ler os termos de serviços e as políticas de para constatarmos isso. Dou um exemplo: o DropBox. De acordo com os termos de serviço deste - passo a redundância - serviço, eles podem vender todos os ficheiros que inserimos na nossa conta se precisarem do capital dessa venda para não encerrarem a actividade. Podemos sempre encriptar os ficheiros, mas isso não é garantia absoluta.

As aplicações são práticas. Podemos aceder a elas em casa, no trabalho, em casa de amigos, num cyber café. Podemos aceder em qualquer lado, só precisamos de um gadget - um simples telemóvel basta - e acesso à net. Não temos que as manter, , nada. É só usar e já está. Bom, não é?
Não necessariamente. E a nossa ? Se essa aplicação for proprietária, voltamos ao mesmo: não a podemos alterar e nunca sabemos se essa aplicação faz algo mais do que devia, como recolher informação sem autorização. Isto não é paranóia, acontece mesmo. Recordam-se daquela aplicação que permitia fazer uma cópia local dos emais da nossa conta do Gmail? Ela, secretamente, enviava as passwords introduzidas para a conta de email do seu criador. Como era uma aplicação proprietária, era difícil alguém saber o que ela estava a fazer. Alguém acabou por descobrir e viu que o programa era um lobo com pele de cordeiro.
O proprietário, seja ele para o ou para a , não levanta só problemas de ordem social: também é uma boa fonte de insegurança porque ninguém, para além de quem desenvolveu a aplicação, sabe o que ela realmente faz. Tanto quanto sabem, uma aplicação proprietária pode apenas fazer o que alega ou até roubar informação sensível do vosso , como passwords e números de cartões de crédito e respectivos pins.
Outro problema é a portabilidade da informação. Se um serviço fechar, como iremos nós fazer uma cópia dessa informação? E mesmo que consigamos, será que ela vai estar num formato proprietário que ninguém sabe como aceder? Se usarem um formato livre, esse entrave desaparece, mas outro aparece: uma possível (digo possível porque não sei até que ponto essa violação existirá depois da empresa fechar portas) violação dos termos do serviço que tínhamos aceite.

Felizmente, as aplicações não têm que ser proprietárias. Basta escolher uma que permita que ela possa ser distribuída, alterada e usada para o fim que vocês bem entenderem. Uma dessas é a AGPL, uma da GNU General Public License criada com as aplicações em mente.
De acordo com esta , todo o deve ter uma forma de mostrar aos utilizadores o seu código-fonte. Normalmente, é uma link onde clicam e aparece o código-fonte dessa página. O serviço de microblogging, Identi.ca, está licenciado sob a AGPLv3 e o seu código pode ser descarregado livremente ou visto no próprio serviço.
As aplicações livres para a seguem um pouco a ideia do OpenPGP - a web of trust (ou de confiança, em ). Ao mostrar o código-fonte, os criadores da aplicação estão a dizer aos utilizadores que não fazem nada no escuro, que são pessoas de confiança. Ao usar aplicações regidas por uma livre, os utilizadores estão a retribuir essa confiança. A confiança é recíproca e todos sabem o que se passa, como num estado verdadeiramente democrático.

Para uma exposição completa dos problemas das aplicações proprietárias e da importância das livres para estas aplicações, leiam este artigo da Free Software Magazine. O seu autor, Ryan Cartwright, faz uma exposição bastante boa destes problemas e da importância das livres nas aplicações .

Relacionados

3 comentários

Jul 29 2008

Microsoft tornou-se membro da Apache Software Foundation

Published by Bruno Miguel under opiniões

Como já é do conhecimento geral de quem segue com um mínimo de atenção as notícias de tecnologia (basta seguirem os pasquins publicitários que se dizem media de tecnologia), a tornou-se um platinum partner da Apache Foundation e vai trabalhar com esta fundação em vários .

Para conseguir este estatuto, a teve que desembolsar nada mais que 100 mil dólares, quantia que terá que pagar anualmente por forma a manter este estatuto.

Como meio mundo já desenvolveu e/ou fez uma análise a esta notícia e a outra metade já as leu, não há necessidade de eu o fazer. Prefiro antes ouvir as vossas opiniões acerca desta iniciativa tomada pela .

Relacionados

4 comentários

Jul 21 2008

O software livre é mesmo inseguro?

Published by Bruno Miguel under opiniões

Um relatório publicado pela consultora de Fortify afirma que as empresas devem ter cuidado na adopção de e que este tende a não ser seguro. Para chegar a estas conclusões, analisaram 11 das mais populares aplicações livres desenvolvidas em Java (Jboss, OpenCMS, etc).

Há aqui um ou dois pontos a reter. O primeiro é que todo o é susceptível de ter falhas de . Isto é tão certo como necessitar-mos de oxigénio.

Segundo ponto: 11 aplicações dificilmente serão suficientes para poder generalizar tanto esta questão. Para além destas aplicações, existem muitas mais usadas no sector empresarial - MTAs, sistemas operativos, clientes de email e browsers são só uns exemplos.

Terceiro. Como todo o é uma possível fonte de problemas de , é imperativo corrigir essas falhas. Aqui, o está mais bem posicionado que o proprietário, porque, como tem o código disponível, é mais simples corrigir o problema do que esperar que a empresa criadora da aplicação proprietária o corrija, se é que o chega a corrigir ou corrigir correctamente.

Quarto ponto: como o código-fonte do está disponível, mais olhos o verão. E como diz o ditado «Many eyes make all bugs shallow»; que é como quem diz «Muitos olhos tornam todos os bugs irrelevantes», ou seja, muitos olhos vêm muitos bugs e corrigem-nos ou reportam-nos a quem os pode corrigir.

Eu olho com alguma desconfiança para este , pelas razões acima mencionadas. Se o fosse mesmo tão inseguro como a Fortify alega no seu , acham que os sistemas livres correriam na maioria dos super- ou que o teria a reputação de ser estável e seguro? E vocês; acham que este tem razão de ser, é FUD ou apenas algum desconhecimento dos métodos de desenvolvimento do ?

{via PCPro e ITWire}

Relacionados

6 comentários

Jul 01 2008

KURUMIN NG 8.06

bootsplash_1-300x224 KURUMIN NG 8.06

Lançada recentemente esta New/Next Generation do kurumin que não é mais do que “” de por parte de Carlos Morimoto (kurumin) e de Leandro Santos (kalango). Ainda bem que o fizeram já que cada um tinha abandonar os respectivos .
Embora não os conheça pessoalmente e nunca ter trocado com eles mais do um ou outro comentário ou (contam-se com os dedos de uma mão) na são velhos conhecidos desde o em que eu comecei a comprar a PC Master. Agora já não a compro, apenas devido ao de cerca de 6 meses que uma simples demora a chegar a , mas tenho acompanhado o trabalho deste , principalmente Carlos Morimoto, no Guia do Hardware.
Esta 8.06 segue a já habitual linha de facilidade de /configuração o que a torna numa séria candidata a ser uma das primeiras experiências de todos os que pretendam experimentar a “”. Desta vez é baseada no kubuntu e é mesmo de lidar bastando o , um Live CD e arrancar o através desse mesmo CD e posteriormente instalado caso gostem do que viram. Logo no início, embora não tenha a opção de poder escolher a linguagem a utilizar ficando-se pelo do e Inglês, pode e deve-se optar pelo de bastando, para isso, premir a tecla F3 e escolher.
Neste meu (Paix) tudo correu às mil maravilhas tendo detectado todo o logo à primeira e é esse exactamente o objectivo desta essencialmente dirigida para o “”:
- ;
- detecção imediata de quase todo o ;
- conjunto de ferramentas que permitem todos os ;
- evita ao máximo a inclusão de mais do que um programa para determinada função.

Absolutamente recomendável, diria quase indispensável para os mais novatos.

Quem quiser experimentar já sabe que pode ir ao do costume - “darkstar“.


jocaferro KURUMIN NG 8.06 José Rocha escreve no PL todas as terças um sobre .
Podem encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.

Relacionados

20 comentários

Seguinte »