Sep 30 2008

Reuters processa estado norte-americano por causa de uma extensão para o Firefox

Published by Bruno Miguel under notícias livres

: são assim como um pedregulho gigante num sapato de tamanho 42. Mais: são como carvão num circuito eléctrico - atrasam. É como usar um motor 1.0 com 40 cavalos num camião da Kenworth.

Que o diga a Universidade George Mason, uma universidade estatal do estado da Virgínia, Estados Unidos da América, que distribui o , uma extensão para o que permite reunir e gerir citações. Por ter incluído nesta extensão uma forma de converter o formato proprietário do EndNote para o Citation Style Language, o estado norte-americano da Virgínia está a ser processado por esta agência noticiosa.

A afirma que a universidade fez reverse engineering à aplicação para conseguir perceber o formato usado para guardar os dados. E reverse engineering é proibido pelo EULA (End User License Agreement) do EndNote. Mas terá, de facto, existido reverse engineering?

Como Kristin Shoemaker nota no artigo que escreveu no Ostatic sobre este tema, este processo poderá ser uma perda de tempo porque a dificilmente poderá provar que a universidade aceitou o ; pode bem ter aberto um criado pela aplicação e tentado perceber como ele funciona. Se isso for ilegal, acho que vamos todos ser processados por termos aberto um doc num editor de texto por engano ou porque os mime-types do sistema estavam todos trocados.

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Sep 27 2008

Termos de Serviço

Published by Marcos Marado under Direitos Digitais

Já falei sobre Termos de Serviço aqui no “Programas Livres”: sobre o facto de raramente as pessoas os lerem, e o porquê disso ser um erro. Hoje volto ao tema, mas sobre outro prisma.

O software não precisa de . que os tem, eles apenas podem restringir aquilo que os utilizadores podem fazer com ele. É tão simples quanto isto. O software é protegido por copyright, ou, em Portugal, pelos de Autor. Para definir os termos desses mesmos , o autor pode, caso queira explicitar algo que a lei dos de Autor não o faça, fazê-lo através da de utilização desse mesmo software. É isso que acontece com os programas livres: estes são licenciados com uma “ livre” — tipicamente uma das presentes nesta lista — que definem, além de quem é o titular da autoria do dito programa, quais são as suas condições de utilização, modificação, e o que mais ao autor lhe aprouver.

Ainda assim, há quem queira subverter a natureza das , fazendo com que, para além delas, os seus utilizadores tenham ainda de aceitar um conjunto de termos ou um de forma a poder usar os ditos programas.

Casos recentes disso são o Google Chrome e o Mozilla Firefox.

O caso do foi badalado, não por ter , mas sim pelo que diziam esses termos. A reacção foi tão forte que o Google sentiu-se forçado a mudá-los, como podemos ver no anúncio da mudança:

[...]diversos utilizadores atentos e bloggers exprimiram preocupações quanto à Secção 11 dos do que tenta dar-nos sobre qualquer conteúdo gerado pelo utilizador e “submetido, publicado ou mostrado em ou através” do browser.

[...]Pedimos desculpa por nos ter escapado isto, mas já está corrigido, e vocês podem ler os termos do serviço actualizados do .

Infelizmente, este anúncio não vem sem uma “mentira oculta”:

Esta secção foi incluída porque, segundo a lei de copyright, o Google precisa daquilo que é chamada uma “” para mostrar ou transmitir conteúdo.

Ora, um browser - ou outro qualquer software - precisa de uma , não só para “mostrar ou transmitir conteúdo”, mas para tudo o resto. A questão é que o já tem uma : a BSD license. Se querem um exemplo de um browser que tem apenas uma e não força os seus utilizadores a terem de assinar , vejam por exemplo o IceCat.

Mas também o Mozilla tem uma , e desde o 3.0.2 que a exibe para aceitação da primeira vez que um utilizador corre o browser. Bem, tem não, teve. Depois de criticada, a e o estiveram mesmo numa prova de fogo quando a comunidade Ubuntu decidiu que ela era um problema que tinha de ser solucionado. E isso movimentou tanta poeira que a CEO da Mozilla falou sobre o assunto, prometeu remover a EULA e finalmente fê-lo.

E assim temos as provas de que não só o software não precisa de EULAs ou , mas também de que quando a comunidade se junta e faz pressão sobre algo que está mal, as coisas podem funcionar. Pena é que a comunidade não tenha batido o pé com o tal como fez com o … Será porque ainda não há para GNU/Linux? Será a comunidade GNU/Linux mais alerta a este tipo de situações?

mmarado Termos de Serviço Marcos Marado escreve no
PL ao Sábado sobre Digitais.
Podem
encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.

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Jun 24 2008

OpenSuse 11

É o que está a dar.

Para quem nunca experimentou, acho que não deve perder a oportunidade de dar uma de a esta . Esta 11 está algo de espectacular, tanto no ambiente , como no .

Estou, neste momento, a experimentar com e posso afirmar que estou completamente rendido à beleza desta distro. Porém, ninguém pense que se trata apenas de uma “cara laroca”. Longe disso. Podem ter a certeza de que estive e estou na presença de uma das melhores distribuições que vi até agora.
Pronto, lá estou eu outra vez a adorar o camaleão!

Esta afastou de vez os problemas que afectaram a 10.3 e agora descobre todo o ao “primeiro toque”, além de correr os de áudio e vídeo mais comuns. Aqui, um dos problemas que até agora - e que se prende com do Real - foi quando o se ofereceu para ir buscar o respectivo ; mas algo não correu lá bem e o maldito fica completamente “sentado”.
mp3 também já não apresentam grandes complicações e está lá o Banshee 1.0 para tratar deles.

Outro dos problemas com que me deparei foi com a do , que de origem vem com a 2.4.0.14 e dá um erro aquando da para a 2.4.0.16. Ainda não consegui perceber o que se passa, mas também não fiz qualquer esforço nesse sentido. Por agora, é , ver como está, dar umas voltinhas e reiniciar o ciclo, mantendo tudo conforme vem de “fábrica” e respectivas .

Na dos , que por sinal é mais rápida do que nas versões anteriores, mora um dos problemas que mais me chateou. Estou-me a referir ao modo como a acaba imediatamente após a detecção de qualquer erro. Não percebo porque não fazem como as restantes distros e deixam seguir em frente que encontram um erro, para no fim transmitir o que não ficou . Raios, isto chateia!

Apesar destas questões, esta 11 é altamente recomendada. Não diria para alguém que se está a iniciar, mas sim para aqueles que já lidaram com alguma das versões anteriores ou para os que já tenham um pouco de . Refiro-me essencialmente à dos menus, quer em , quer no , a qual pode não ser a mais intuitiva para quem se está a iniciar - embora seja, na minha , um das melhores que conheço.
Testei as versões 32 e 64 bit, Live e - 2.22, 3 e 4.04(*), na máquina que no passado dava problemas a quase todos os SO (quase todos, mesmo os proprietários). E se, na anterior, 10.3, não tinha detectado a placa de e rede, desta vez não teve qualquer contemplação em detectá-los à primeira. Valente!

O browser que acompanha esta é o 3, ainda uma beta5, mas após a passa logo para a 3 final.

Pela 1ª vez, diverti-me um pouco com os efeitos especiais. Em quase todos os que faço não ligo a este ponto, mas cada vez existem mais e melhores efeitos…

Pode apenas ser minha, mas parece-me que “come” menos e está mais rápido; mas tal também se pode ficar a dever ao apuramento dos restantes programas, como por exemplo o .

Lamento imenso não me explanar mais, mas ainda me na fase de “reconhecimento”. Se tudo correr bem, terei pronta uma análise mais daqui a duas semanas - caso consiga compreender até onde vai o corte do “open” na actual .

Para obter pode dirigir-se até “darkstar“.

(*) - Não até agora qualquer problema mas, perante as notícias que por aí “rolam”, sou da que se deve esperar pela 4.1, já que está para breve.


jocaferro OpenSuse 11 José Rocha escreve no PL todas as terças um sobre Sistemas Operativos Abertos.
Podem encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.

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