Jan 04 2009

Direitos Digitais em 2008

Published by Marcos Marado under Direitos Digitais

Um dia depois do usual, o primeiro artigo da secção “ Digitais” em 2009 é uma resenha do que se foi falando em , para que os assuntos não caiam em esquecimento.

A coluna começou com uma reflexão sobre o que é a , falando do perigo existente em muitas das com os seus que, muitas vezes, vos levam a assinar contratos em branco. Mais tarde voltámos a falar de , desta vez no seu uso em software.

Abordou-se também o assunto do : começando por um artigo que explica o que é o DRM e porque é ele mau, tentámos prever o futuro, falámos sobre a revolta com o Spore, uma das vezes falando também da campanha enganosa da TMN - sobre este assunto podem ainda ler um recente artigo sobre a opinião da DECO quanto aos serviços de venda online de música em formato digital em Portugal. O primeiro telemóvel com o tão-esperado , o , saiu no mercado mas também ele com , que foi rapidamente contornado. Refereiu-se um podcast onde Direitos de Autor, DRM e Creative Commons, e a condenação da Apple pela EFF ao uso de DRM. A iniciou uma campanha de 35 dias contra o DRM, e o -PT tem acompanhado a campanha.

Falámos sobre : o Governo Português optou por software proprietário Norte-Americano para garantir a nossa Defesa, mas desconfia dos seus próprios cidadãos, impondo-lhes um sistema de vigia, violando assim a de todos os internautas Portugueses. Também no Reino Unido a Privacidade ficou em jogo, lutou-se para bloquear a “resposta gradual”, em particular a remoção da emenda 137. Infelizmente essa emenda acabou por ser removida, e um reforçado plano de combate ao ciber-crime põe em pedigo a privacidade dos cidadãos Europeus.

Falámos ainda de duas iniciativas comunitárias: o Superstruct que reuniu quem quisesse num jogo cujo objectivo seria descobrir várias formas de melhorar o mundo, e sobre as Creative Commons, num registo tanto escrito como áudio.

E 2009, que nos reservará?

mmarado Direitos Digitais em 2008 Marcos Marado escreve no
PL ao Sábado sobre Digitais.
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Nov 18 2008

Marcos Marado e Paula Simões falam sobre direitos de autor, DRM e Creative Commons

Published by Bruno Miguel under notícias livres

Um dos nossos colaboradores, o Marcos Marado, juntamente com a sua noiva e futura esposa, Paula Simões, foram convidados a participar no Triplo Expresso para falar de de autor, e da .

Não posso aferir da qualidade deste programa do porque ainda não o ouvi. Mas se a participação do Marcos estiver ao mesmo nível dos posts que publica aqui no Programas Livres, e a da Paula mantiver a qualidade patente no seu blog, então temos um programa muito bom.

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Sep 27 2008

Termos de Serviço

Published by Marcos Marado under Direitos Digitais

Já falei sobre Termos de Serviço aqui no “Programas Livres”: sobre o facto de raramente as pessoas os lerem, e o porquê disso ser um erro. Hoje volto ao tema, mas sobre outro prisma.

O software não precisa de . Sempre que os tem, eles apenas podem restringir aquilo que os utilizadores podem fazer com ele. É tão simples quanto isto. O software é protegido por , ou, em , pelos de Autor. Para definir os termos desses mesmos , o autor pode, caso queira explicitar algo que a lei dos de Autor não o faça, fazê-lo através da de utilização desse mesmo software. É isso que acontece com os programas livres: estes são licenciados com uma “ livre” — tipicamente uma das presentes nesta lista — que definem, além de quem é o titular da autoria do dito programa, quais são as suas condições de utilização, modificação, distribuição e o que mais ao autor lhe aprouver.

Ainda assim, há quem queira subverter a natureza das , fazendo com que, para além delas, os seus utilizadores tenham ainda de aceitar um conjunto de termos ou um de forma a poder usar os ditos programas.

Casos recentes disso são o Google Chrome e o Mozilla Firefox.

O caso do foi muito badalado, não por ter , mas sim pelo que diziam esses termos. A reacção foi tão forte que o Google sentiu-se forçado a mudá-los, como podemos ver no anúncio da mudança:

[...]diversos utilizadores atentos e bloggers exprimiram preocupações quanto à Secção 11 dos do que tenta dar-nos sobre qualquer conteúdo gerado pelo utilizador e “submetido, publicado ou mostrado em ou através” do browser.

[...]Pedimos desculpa por nos ter escapado isto, mas já está corrigido, e vocês podem ler os termos do serviço actualizados do .

Infelizmente, este anúncio não vem sem uma “mentira oculta”:

Esta secção foi incluída porque, segundo a lei de , o Google precisa daquilo que é chamada uma “” para mostrar ou transmitir conteúdo.

Ora, um browser - ou outro qualquer software - precisa de uma , não só para “mostrar ou transmitir conteúdo”, mas para tudo o resto. A questão é que o já tem uma : a BSD license. Se querem um exemplo de um browser que tem apenas uma e não força os seus utilizadores a terem de assinar , vejam por exemplo o IceCat.

Mas também o Mozilla tem uma , e desde o 3.0.2 que a exibe para aceitação da primeira vez que um utilizador corre o browser. Bem, tem não, teve. Depois de muito criticada, a e o estiveram mesmo numa prova de fogo quando a comunidade Ubuntu decidiu que ela era um problema que tinha de ser solucionado. E isso movimentou tanta poeira que a CEO da Mozilla falou sobre o assunto, prometeu remover a EULA e finalmente fê-lo.

E assim temos as provas de que não só o software não precisa de EULAs ou , mas também de que quando a comunidade se junta e faz pressão sobre algo que está mal, as coisas podem funcionar. Pena é que a comunidade não tenha batido o pé com o tal como fez com o … Será porque ainda não há para GNU/Linux? Será a comunidade GNU/Linux mais alerta a este tipo de situações?

mmarado Termos de Serviço Marcos Marado escreve no
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Aug 30 2008

O negro futuro do direito à cópia

Published by Marcos Marado under Direitos Digitais

Quando se fala de de autor em , ou do () nos países onde é esse o direito instituído, tipicamente atropelam-se aquelas que realmente deveriam ser as partes interessadas: autores, consumidores e a sociedade no geral. Num retrato negro daquele que poderá bem ser o futuro mundial - e em muitos aspectos para lá estamos a caminhar - Gerd Leonhard, um palestrista de renome e defensor da cultura livre - escreveu uma história ficcional, esperemos, sobre aquele que poderá ser o nosso futuro, quanto ao na , e qual o seu impacto em toda a sociedade. Em particular alerto-vos para terem em mente que, em isto sendo aplicado, tudo aquilo que é hoje passível de ser abrangido pelas leis de , como software, livros e imagens, poderá facilmente sofrer da mesma pena.

Assim, e como felizmente ainda existe cultura livre e o artigo foi coberto por uma livre, deixo-vos uma tradução de alguns excertos desse artigo, recomendando a sua leitura no original e na íntegra. Vamos ficar de braços cruzados e esperar que o futuro aconteça?

em 2015 - Totalmente Segura, Realmente (tipo… completamente) Rara e Muito Muito Valiosa (outra vez)

Atenção: isto é ficção. Por agora.

1 de Junho, 2015

Os esforços herculeanos dos mais eminentes legítimos proprietários dos musicais e propriedade intelectual, representados pela RIIAFPIAAMP (a englobadora organização de produtores de conteúdos conduzida pelo ex-presidente dos Estados Unidos George ‘Hard Work’ Bush, de quem os conhecidos gritos de batalha “Temos o direito de sermos pagos um pouco melhor, carago” e “-de-autor-são-algo-pelo-que-vale-a-pena-morrer” se podem encontrar agora em canecas e muppies à beira da estrada) e os seus numerosos aliadados executores da lei, as forças militares e os experts anti-terroristas de topo de todo o mundo venceram finalmente. A é agora 100% rara outra vez, e a ameaça dos jovens criminosos e dos auto-proclamados “Nativos Digitais” usufruindo da através da sem restrições foi erradicada.

A Guerra à Partilha foi custosa, sem dúvida biliões de Dólares Americados, Euros, Yens e Rupias foram dispendidos e alguns danos colaterais foram também absorvidos, mas finalmente a batalha foi vencida pelos líderes por direito das corporações industriais globais da - e a é, uma vez mais, totalmente e permanentemente segura e sob o exclusivo e inviolável controlo dos detentores de . O é sagrado outra vez - haleluia.

Nenhum dispositivo pode tocar qualquer a não ser que tenha sido autorizada pela Central Music Device Approval Authority em Londres. Todos os dispositivos de gravação de são proibidos, ponto final, e especiais são necessárias para poder sequer mencionar a sua existência. Equipas robotizadas de controlo de dispositivos patrulham metropolitanos, clubes, bares e escolas por todo o mundo, à procura de pings RFID de qualquer dispositivo que possa ser usado para roubar. A não ser que um dispositivo esteja devidamente autorizado a tocar , um utilizador que tente fazê-lo irá obter uma gravação em loop de uma mensagem a alertá-lo para o facto desse dispositivo ser ilegal e que ele deve terminar as suas actividades imediatamente.

Prevericadores recorrentes que não cumpram os avisos poderão sofrer de fortes queimaduras nos dedos, cortesia do novo hardware e software QueimaEssesLadrões que está agora embebido em todos os dispositivos audio, tornando esses criminosos facilmente identificáveis à MP7 global (Music Protection Prevention Prohibition Purposeful Peer Panic Production) que se instalou depois da aprovação da Criminal Music Consumption Act (CMCA) ter sido aprovada em 2011. Hospitais em todo o mundo estão a colaborar em pleno.

[...]

mmarado O negro futuro do direito à cópia Marcos Marado escreve no
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