Aug 02 2008

Vigia

Published by Marcos Marado under notícias livres

Vigia - ou, em legalês, “conservação de gerados ou tratados no contexto da oferta de serviços de comunicações electrónicas publicamente disponíveis ou de redes públicas de comunicações” - foi esta a lei que foi aprovada no passado dia 17 de Julho de 2008 em , tornando-se a Lei n.º 32/2008, que transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 2006/24/CE, do Europeu e do Conselho, de 15 de Março.

Ainda que bem melhor do que a directiva em si, e melhor do que a texto inicialmente proposto pelas entidades que redigiram esta Lei, não podemos deixar de tecer os nossos comentários.

Em primeiro lugar, há que estipular o enquadramento, e dizer sem ressalvas que esta é uma das muitas Leis incluídas do “pacote ”: aquelas que só existem e foram aprovadas através do recurso ao , incutido e englobado no pretexto da iminência da “ameaça terrorista”, algo que se veio tornando comum pós-11/Set. Define a própria Lei que aqui se examina «Crime Grave» como sendo

“crimes de , criminalidade violenta, criminalidade altamente organizada, sequestro, rapto e tomada de reféns, crimes contra a identidade cultural e integridade , contra a do , falsificação de ou títulos equiparados a e crimes abrangidos por convenção sobre da aérea ou marítima.”

A Lei em si, dita que, a partir do momento em que seja publicada uma portaria a definir quais os mecanismos tecnológicos certos para a preservação dos recolhidos, todos aqueles que providenciem “serviços de comunicação” têm três meses para os adaptar de forma a que um conjunto enorme de - relativos a quem usou o , quando, e para com quem - passem a ser registados e guardados durante o prazo de um .

Podemo-nos focar em dois aspectos desta lei: o facto de ela estar a criar um de vigia, em que todas as comunicações são registadas porque podem, potencialmente, ser usadas para fazer “comunicações criminosas”, estabelecendo assim que todos são “potenciais culpados”, ou então o facto de esta mesma lei, para o conseguir, está a restringir a de todos aqueles que quiserem, em , criar um que possa ser usado para efeitos de comunicação, porque estes passam agora a ser obrigados a registar todas essas comunicações. E que não se julgue que esta lei vai afectar apenas os ISP’s e as de telecomunicações: cada vez mais existem serviços que permitem a comunicação entre utilizadores - mas quão seguros serão estes sistemas, quando o anonimato tem de ser abolido para a desta lei?

Liam-se já no passado, aquando da aprovação da directiva comunitária, opiniões sobre esta Lei:

Leis semelhantes a estas (algumas bem piores, diga-se) foram aprovadas nos EUA, após o 11 de Setembro, levando ao encerramento de muitos Talkers, já que os autores se recusaram a manter sobre os utilizadores.

Mais uma lei que, a ser aprovada, irá permitir mais uma forma de controlo sobre a sociedade. É para os governantes incutirem medos na população, neste caso, basta mencionar o vocábulo .
E fazendo uso dos medos das pessoas lá vão arranjando leis que permitam controlar as populações…

A The Foundation for a Free Information Infrastructure (FFII) considerou, aquando da directiva, que

O Europeu aprovou hoje uma directiva que criará a maior de de a nível mundial, monitorizando todas as comunicações dentro da UE

e já depois desta lei ter sido aprovada em , outros Portugueses a comentam:

com a introdução desta directiva europeia, estamos a caminhar a passos largos para a tal (Des)Ordem Mundial, o tal Único Mundial, que muitos mencionam e que a cada dia se torna mais presente e mais sufocante.

Até quando vamos deixar os nossos dirigentes políticos recorrerem ao para nos controlar?

mmarado Vigia Marcos Marado escreve no
PL ao Sábado sobre Digitais.
Podem
encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.

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Oct 10 2007

Software livre no parlamento português aprovado

tuxpolitA proposta de no foi aprovada.

Embora com alterações à proposta original, a assembleia da republica pode agora trabalhar com e se os deputados assim o quiserem poderão instalar soluções e partilhar em .

Para os cidadãos manteve-se proposta original

“1.1. Disponibilização em aberto de toda a informação e documentação publicada nos sítios Internet e Intranet da Assembleia da República, permitindo aos seus utilizadores o acesso a todos os conteúdos de forma não condicionada ao uso de proprietário;”

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Oct 07 2007

Software Livre no Parlamento Português

Published by Pedro Cavaco under outras notícias

Apresentação e debate sobre uma proposta de lei para o uso de no . Gentilmente retirado do blogue da Paula Simões

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Sep 29 2007

Software Livre no Parlamento debatido a 4 de Outubro

Published by João Matos under notícias livres

tuxepmA proposta de de no pelo será discutida a 4 de Outubro.

Como já tínhamos aqui referido e à semelhança do que acontece em paises como por exemplo a França o apresentou uma proposta de de na Assembleia da Republica.

Segundo Bruno Dias, um dos deputados signatários da proposta, “este é um contributo sério e construtivo do Grupo Parlamentar do que coloca na ordem do dia a necessidade de promover o e a de escolha dos utilizadores de TIC, desde logo no acesso a informação oficial pública”.

Felizmente o numero de deputados na Assembleia está previsto na lei de outra forma tinham ficado à porta ;)

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Jul 28 2007

PCP propõe Software Livre no Parlamento

Published by João Matos under notícias livres

O partido Comunista apresentou uma proposta de resolução na Assembleia da Republica para que esse orgão passe a utilizar e abertos

Segundo Bruno Dias, deputado do ,

“ainda mais importante do que a questão da poupança que esta medida poderá permitir (e a de exemplo, refira-se que o Italiano aponta para uma estimativa de poupanças na ordem dos 3 milhões de euros), a de na Assembleia da República permite antes de mais ultrapassar uma situação de dependência tecnológica que se verifica em relação a uma única solução (ou a um conjunto restrito de soluções)”.

Tek

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Jul 17 2007

Italia e Japão procuram liberdade no software

Published by João Matos under notícias livres

tux italyO Italiano, segundo uma proposta da oposição, decidiu a doptar linux, especificamente o da para substituir os sistemas actualmente instalados nos do .

odf-dist Italia e Japão procuram liberdade no softwareO Japão tornou-se o primeiro pais asiático a adoptar o Open Document Format (), como dos oficiais nos seus diferentes ministérios.

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