Nov 04 2008

Porn Mode activado

Published by Bruno Miguel under notícias livres

A mais recente nightly build do 3.1 já vem com o Porn Mode. A Mozilla chama-lhe Private Mode, mas nós sabemos bem para que é que vai ser usada por muitos utilizadores…

Brincadeiras à parte, isto vai ser bastante útil para conseguir alguma local. Quando mais que uma pessoa utilizam um , há sempre o risco de alguém ver que o outro esteve a visitar. Com isto, esse risco, em princípio, desaparece (a não ser que haja keyloggers e afins, mas isso já é outra história).

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Oct 25 2008

Privacidade? Não no Reino Unido

Published by Marcos Marado under Direitos Digitais

Começo por vos relembrar do artigo que escrevi à dois meses, intitulado “Vigia”. Nele, falei-vos de uma Directiva Europeia (2006/24/CE), que, recorrendo ao argumento do “combate ao terrorismo”, foi aprovada em 2006, e transposta em Julho para Portugal. Essa directiva força a que todos aqueles que providenciem “serviços de comunicação” em Portugal os adaptam de forma a que um conjunto enorme de - relativos a quem usou o serviço, quando, e para comunicar com quem - passem a ser registados e guardados durante o prazo de um ano.

Essa directiva comunitária já foi transposta para outros países, sendo mais recente o caso do . A “Communications Data Bill”, cujo objectivo seria a “prevenção e detecção de crimes e protecção da segurança nacional”, é definida como a forma de encontrar “o balanço adequado entre a e a protecção pública”. Parece-me, pessoalmente, que o balanço adequado seria “tentar proteger o público sem nunca violar a ”. Mas aquele Parlamento, ao contrário de mim, acha que não. Descansa-me saber que não estou só: já Benjamin Franklin dizia que “Aqueles que abrem mão da essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem nem segurança”. Mas se formos a ler as várias reacções à notícia, não estamos, eu e Franklin, sós: a reacção geral é que esta medida Orwelliana é destrutiva para o país. Mas quem tem poder para parar os interesses que estão por detrás destas decisões?

Nada fria esta temática, foi logo acalentada por outra decisão - adivinhem lá - no . Segundo alguém, que - assumo - deve ter feito um estudo de mercado, “os telefones pay-as-you-go (comprados na totalidade, em vez de subsidiados por uma operadora), são populares entre criminais e terroristas, porque o anonimato conseguido com estes dispositivos escudam as suas actividades dos olhos das autoridades.” A validade deste estudo em lado algum referido, mas citado, nunca é posto em causa, e eu também não o ponho. O que questiono, tal como no ponto anterior, é como é que usamos o dado anterior - certamente bem medido através de um inquérito a criminais e terroristas à solta - quando sabemos que existem também milhares de cidadãos cumpridores da lei que optam por esses por qualquer outra razão (sim, a venda não é exclusiva a terroristas, 72% dos utilizadores da rede Vodafone no usam-nos) e que querem manter as suas comunicações privadas. Isto porque, devido ao exposto anteriormente, nada mais natural que definir um conjunto de medidas que tornem obrigatória a identificação (via cartão de identificação ou passaporte) do comprador de um telemóvel no acto de compra. Mais uma vez, a medida foi mal recebida, pelo que Jacqui Smith decidiu apanhar com os tomates todos agora, e implementar esta base de no próximo ano, quando já ninguém se lembrar do assunto.

Se pensam que isto não vos interessa , pensem outra vez. O facto disto estar a acontecer no não é sinónimo de “não está a acontecer em Portugal”, mas sim de “vai acontecer em Portugal”. Como sempre, este tipo de medidas serão passadas a propostas comunitárias, daí a directivas comunitárias, e daí, quase que obrigatoriamente, em leis para cada um dos países Europeus. Não nos espantemos pois que hajam anti-Barrosistas na Europa. Mas a UE muda de mãos dentro de um ano… Iremos nós deixar com que tudo fique na mesma?

Outra visão do que se tem passado no quanto à pode ser lida no Ars Technica.

mmarado Privacidade? Não no Reino Unido Marcos Marado escreve no
PL ao Sábado sobre Digitais.
Podem
encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.

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Sep 26 2008

Do desktop para a web. Bom ou mau?

Published by Bruno Miguel under opiniões

As aplicações estão a tornar-se cada vez mais populares e é quase um facto que, dentro de algum tempo, elas serão tão populares como as aplicações locais (ou de desktop, se preferirem). Isto é prático porque, independentemente do sistema e do local, a aplicação, à partida, mantém sempre o mesmo interface e só necessita de um para ser acedida.
Mas também levanta algumas preocupações, como a impossibilidade de distribuir e alterar essa aplicação de acordo com as nossas necessidades, e a informação inserida nessas aplicações, em boa parte dos casos, nunca ser realmente nossa. Basta ler os termos de serviços e as políticas de para constatarmos isso. Dou um exemplo: o DropBox. De acordo com os termos de serviço deste - passo a redundância - serviço, eles podem vender todos os que inserimos na nossa conta se precisarem do capital dessa venda para não encerrarem a actividade. Podemos sempre encriptar os , mas isso não é garantia absoluta.

As aplicações são práticas. Podemos aceder a elas em casa, no trabalho, em casa de amigos, num cyber café. Podemos aceder em qualquer lado, só precisamos de um gadget - um simples telemóvel basta - e acesso à net. Não temos que as manter, instalar, nada. É só usar e já está. Bom, não é?
Não necessariamente. E a nossa ? Se essa aplicação for proprietária, voltamos ao mesmo: não a podemos alterar e nunca sabemos se essa aplicação faz algo mais do que devia, como recolher informação sem autorização. Isto não é paranóia, acontece mesmo. Recordam-se daquela aplicação que permitia fazer uma cópia local dos emais da nossa conta do Gmail? Ela, secretamente, enviava as passwords introduzidas para a conta de email do seu criador. Como era uma aplicação proprietária, era difícil alguém saber o que ela estava a fazer. Alguém acabou por descobrir e viu que o programa era um lobo com pele de cordeiro.
O proprietário, seja ele para o desktop ou para a , não levanta só problemas de ordem social: também é uma boa fonte de insegurança porque ninguém, para além de quem desenvolveu a aplicação, sabe o que ela realmente faz. Tanto quanto sabem, uma aplicação proprietária pode apenas fazer o que alega ou até roubar informação sensível do vosso , como passwords e números de cartões de crédito e respectivos pins.
Outro problema é a portabilidade da informação. Se um serviço fechar, como iremos nós fazer uma cópia dessa informação? E mesmo que consigamos, será que ela vai estar num formato proprietário que ninguém sabe como aceder? Se usarem um formato , esse entrave desaparece, mas outro aparece: uma possível (digo possível porque não sei até que ponto essa violação existirá depois da empresa fechar portas) violação dos termos do serviço que tínhamos aceite.

Felizmente, as aplicações não têm que ser proprietárias. Basta escolher uma que permita que ela possa ser distribuída, alterada e usada para o fim que vocês bem entenderem. Uma dessas é a AGPL, uma da GNU General Public License criada com as aplicações em mente.
De acordo com esta , todo o deve ter uma forma de mostrar aos utilizadores o seu código-fonte. Normalmente, é uma link onde clicam e aparece o código-fonte dessa página. O serviço de microblogging, Identi.ca, está licenciado sob a AGPLv3 e o seu código pode ser descarregado livremente ou visto no próprio serviço.
As aplicações para a seguem um pouco a ideia do OpenPGP - a web of trust (ou de confiança, em português). Ao mostrar o código-fonte, os criadores da aplicação estão a dizer aos utilizadores que não fazem nada no escuro, que são pessoas de confiança. Ao usar aplicações regidas por uma , os utilizadores estão a retribuir essa confiança. A confiança é recíproca e todos sabem o que se passa, como num estado verdadeiramente democrático.

Para uma exposição completa dos problemas das aplicações proprietárias e da importância das para estas aplicações, leiam este artigo da Free Software Magazine. O seu autor, Ryan Cartwright, faz uma exposição bastante boa destes problemas e da importância das nas aplicações .

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Sep 04 2008

Telecoms Package perde força. Ainda falta a votação

Published by Bruno Miguel under outras notícias

Anteontem, vários membros do Parlamento Europeu (PE), representantes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu discutiram, em sessão de plenário, o famoso - pelas piores razões - Telecoms Package. Dos 50 membros do PE que falaram, apenas uma minoria defendeu o , e a maioria defendeu a remoção desta proposta por a considerarem perigosa para os humanos.

No mesmo dia, o European Data Protection Supervisor (EDPS), o organismo europeu  independente encarregue da protecção de pessoais, publicou um comentário sobre o , onde afirma que esta proposta é uma porta aberta para a «monitorização em massa dos utilizadores da » e «a base» para a resposta gradual proposta pela presidência francesa, algo que deve ser evitado.

Isto são boa notícias, mas a votação desta proposta só será realizada a 23 deste mês. Por isso, não podemos deitar os foguetes antes da festa. Contactem os nossos representantes no PE e exijam o seu voto na remoção desta proposta que pretende tornar a no espaço europeu num onde todos são considerados culpados até prova em contrário. Mas não se esqueçam de manter a educação e o que todas as pessoas merecem.

{via La Quadrature du Net}

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Jun 21 2008

Contrato em Branco

Published by Marcos Marado under Direitos Digitais

Estamos tão habituados à social que por vezes já nos custa relembrar o que era antes a . Antes eramos consumidores, hoje somos prosumidores (produtores - consumidores). Antes usávamos a para consultar a enciclopédia, hoje somos a enciclopédia. Antes usávamos a para ler notícias, hoje somos as notícias. Foi este novo paradigma que fez a Time dizer que “nós” somos as pessoas mais importantes do ano. A mudou, nós mudámos, o mundo mudou.

Mas nem tudo mudou. Trazemos vícios da velha - e viciamos aqueles que não viveram nela. Vícios desses - sobras e provas de que a “ para o consumidor” existiu, não faltam, e para sempre subsistirão. Mas algumas delas ganham novas dimensões na Social, e é de uma delas que vou falar, aquilo a que chamo de “contrato em branco”.

Se repararem bem, quase todos os que visitam têm, ao rodapé, uma barrinha com um conjunto de ligações raramente visitadas ou lidas. Neste lê-se sobre quem coordena o projecto “Programas ”, o usado pelo e o tema escolhido para o apresentar. Noutros lêm-se outras coisas comums como informação institucional, políticas de ou regras de uso. Na para o consumidor, em que éramos elementos passivos de um monólogo, essa informação pouco importava - e raramente era lida. Hoje, em que nós fazemos parte daquilo que cada um desses é, a importância destas ligações muda totalmente, mas o nosso comportamento em relação a elas não.

Torna-se cada vez mais comuns os que implicam registo. Neles, tipicamente uma checkbox que seleccionamos, automaticamente, sem saber bem o que estamos a fazer. As implicações são várias: desde estarmos a aceitar total de uso de toda a informação que criamos (já pensaram porque é que a vossa caixa de e-mail está pejada de spam?), a aceitar que a nossa informação financeira seja partilhada a terceiros, ou mesmo ceder o controlo de todo o nosso conteúdo. Há casos gritantes, como por exemplo o facto de qualquer banda que se registe num serviço como o Amie Street esteja a comprometer-se a ir até a um tribunal dos Estados Unidos e pagar todas as despesas dessa empresa caso haja alguma questão sobre os autorais da música inserida pela banda. Talvez o mais conhecido caso de todos estes seja o do Facebook: apesar deste vídeo, bem espalhado pela internet, mostrar as falhas na política de e no uso dos nossos - aquilo que faria as pessoas afastarem-se de imediato dessa rede social - o que é facto é que o Facebook continua a receber milhões de visitas, e o seu uso continua em crescimento.

Mas se a falta de ética apresentada nestes malfadados contratos já nos intimida, e se esta é, só por si, uma boa razão para começar a ler os Termos de Serviço e as Políticas de antes de aceitar criar uma conta num serviço , atente que este não é o pior tipo de contrato. Infelizmente torna-se cada vez mais comum um outro tipo de contrato, ainda mais perigoso.

Nos Termos de Serviço do MusicArsenal podemos ler:

“Music Arsenal reserves the right to update and change the Terms of Service from time to time without notice. Any new features that augment or enhance the current Service, including the release of new tools and resources, shall be subject to the Terms of Service. Continued use of the Service after any such changes shall constitute your consent to such changes.”

É algo com parecido com o que se encontra nos termos e condições de uso do Twine:

Radar Networks reserves the right to change or modify any of the terms and conditions contained in the Terms at any time in its sole discretion by posting the revised Terms on the and indicating at the top thereof the date such document was last updated.. You expressly agree to such form of notification and waive any right to receive individual notice of such modifications. Your continued use of this following the posting of its changes or modifications will constitute your acceptance of such changes or modifications.

Infelizmente, estes são só dois dos exemplos dos muitos que facilmente se encontram pela fora. Lendo esta parte dos termos do serviço não precisamos sequer de ler mais: estamos perante um contrato em branco. O que aqueles textos dizem é, em palavras mais simples, “ao seres nosso utilizador concordas com o que nós quisermos, porque nós podemos mudar todo o texto aqui escrito e tu automaticamente assinas por baixo”. Não é um, mas muitos - tantos quantos eles quiserem - contratos em branco: vocês assinam e de seguida eles escrevem o que quiserem. E tudo completamente legal. Vocês podem estar a ceder os vossos e a vossa a tudo, basta clickar sem ler.

A Social está cheia de novas oportunidades. Cabe a si saber o que vale a pena dar em troco delas. Não se esqueça: antes de se registar num novo serviço - e sempre que assinar um contrato - leia primeiro antes de assinar. Vai ver que não custa, e pode-lhe salvar de muitas dores de cabeça.

mmarado Contrato em Branco Marcos Marado escreve no
PL ao Sábado sobre Digitais.
Podem
encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.

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Jan 30 2008

AxCrypt 1.6b3.2

Published by Bruno Miguel under actualização

Hoje em dia, a na e no nosso , é algo que é levado a sério. Para a mantermos , temos que ter cuidado com os que visitamos. Para a ter no nosso , temos que ter o cuidado de não deixar estranhos aceder a ele e, caso seja necessário, encriptar os nosso

A pode parecer algo de complicado, mas com a certa, é extremamente útil e simples. E se essa for , melhor ainda.

Uma das ferramentas para é o AxCrypt, que já tem mais uma . Esta aplicação integra-se com o e permite encriptar com ARS-128 e SHA-1 - dois métodos de fortes.

Esta da aplicação, ainda em , já está mais integrada com o e suporta drag & drop (arrastamento de para a aplicação).

Download

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Mar 16 2007

Google reforça privacidade

Published by A. Almeida under outras notícias

google pl

http://exameinformatica.clix.pt/noticias/internet/214854.html

Da Exame Infomática citamos esta notícia que, tendo em conta a actual Googlização, tem extrema importância para todos os googlodependentes:

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Dec 19 2006

Windows Vista – Um mega cavalo de Troia?

Published by Metuga under notícias livres

logo Windows Vista – Um mega cavalo de Troia?A The Free Foundation (FSF) lançou uma campanha contra o alertando para alguns perigos relacionados com a da . Afirma-se entre outras coisas que o traz novas funcionalidades que irão controlar o onde estará instalado.

Para apoiar esta campanha a fundação criou um sítio. Neste sítio é possível recolher uma série de depoimentos e alertas contra o .

A The Free Foundation (FSF) não costuma entrar em histerismos nem em radicalismos por isso este sítio merece todo o e deve ser lido com toda a atenção.

Alguns testemunhos parecem exagerados, mas outros nem por isso.

Vejam e tiram as vossas conclusões.

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