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OpenOffice utilizado por 5% dos americanos
18th Nov 2008 | Posted in: notícias livres 13

O OpenOffice.org ainda não é tão ou mais popular que um certo e determinado pacote de ferramentas de produtividade proprietário/nocivo, mas pelo menos já é mais popular que outra solução proprietária/nociva, esta para a web: o Google Docs. Isto é, pelo menos nos Estados Unidos da América (EUA) é mais popular.

Quem o afirma é a ClickStream Technologies, que conduziu um estudo que mostra que o OpenOffice.org é utilizado por 5% dos americanos, ao passo que o Google Docs é utilizao por 1% da população deste país. Este estudo, que envolveu 2400 pessoas e foi realizado entre Maio e Novembro deste ano através de um questionário, mostra também que o OpenOffice.org foi utilizado pelos participantes durante 8.7 dias, ao passo que o Google Docs o foi somente durante 1.5 dias.

Esta é uma boa notícia. Num país com mais de 300 milhões de habitantes, mais de 15 milhões de pessoas (15 150 400, mais habitante, menos habitante) utilizam o OpenOffice.org. Talvez esse seja um dos motivos para, numa semana, a versão 3.0 deste pacote de ferramentas de produtividade ter ultrapassado os 3 milhões de downloads directos do site do projecto.

{via Sapo Tek}

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13 Comentários
  1. Ruben Badaró
    11:06 on Novembro 18th, 2008

    Google Docs nocivo ? Eu uso o google docs porque me dá funcionalidades que não tenho nas suites office tradicionais e é grátis.

    Não tem nada de nocivo.

  2. Bruno Miguel
    12:17 on Novembro 18th, 2008

    @Ruben Badaró
    Tens a certeza? Não sei se reparaste, o Google Docs, apesar de muito interessante, é proprietário.

  3. Ruben Badaró
    12:48 on Novembro 18th, 2008

    Eu sei que é proprietário. Mas a partir daí concluir que é nocivo é um grande passo.

    Nem tudo o que é proprietário, e neste caso não é pago, é automaticamente nocivo. Desde os tempos da economia de troca directa que os produtores fornecem produtos e serviços “proprietários” e sempre foi a normalidade.
    Software livre é apenas um exemplo e uma opção de liberdade para cada um, logo altamente positivo. Mas liberdade implica que eu posso também escolher software proprietário que me é mais útil em cada caso e isso não tem nada de nocivo.

  4. Bruno Miguel
    12:55 on Novembro 18th, 2008

    Lamento, mas escolher entre ter liberdade e não ter liberdade não é liberdade. E mais: há uns séculos atrás era normal fazer sacrifícios humanos, mas não é por isso que devemos voltar a fazê-los.

    Software livre é apenas um exemplo e uma opção de liberdade para cada um, logo altamente positivo. Mas liberdade implica que eu posso também escolher software proprietário que me é mais útil em cada caso e isso não tem nada de nocivo.

    Não podes ver como funciona, logo não sabes se aquilo está a fazer algo mais do que diz; não podes alterar, logo tens que ser tu a adaptares as tuas necessidades ao programa e não ao contrário; poderás, nalguns casos, distribuí-lo, mas não podes alterá-lo. Não tem nada de nocivo? O caraças é que não tem!

  5. Ruben Badaró
    13:01 on Novembro 18th, 2008

    Mas eu não quero saber o que aquilo está a fazer, não quero alterar e o programa adapta-se bastante bem aos meus requisitos. Logo, não preciso de nada do que para ti é importante, o que preciso é de editar documentos colaborativamente e de os ter disponíveis onde quer que eu esteja, e o Google Docs dá-me isso.

    É uma questão de prioridades. O que para ti é importante num produto – e.g. poder alterá-lo ou olhar para o código fonte – pode não ser para outra pessoa.

    Eu também tenho confiança e defendo software opensource, mas não contra questões práticas como seja o facto de um produto pago ser-me útil. Se me é mais útil, prefiro-o e eu sou suficientemente inteligente para pesar as desvantagens de software proprietário e do controlo que perco sobre o software quando tomo a minha decisão, sem precisar que me digam o que é ou não nocivo para mim.

  6. Bruno Miguel
    13:18 on Novembro 18th, 2008

    Não queres saber o que o programa realmente faz? Tens espírito kamikaze. Ou assim espero, porque a alternativa é bem pior.

    Aposto que te darias bem em Myanmar. Pareces muito amigo de ditaduras, digitais ou não…

  7. Ruben Badaró
    13:22 on Novembro 18th, 2008

    Não sou amigo de ditaduras, sou pragmático.
    O Google tem de cumprir com a sua política de privacidade por isso qualquer dessas coisas de que tens medo, seriam ilegais e dar-te-iam o direito de processares caso quebrassem a tua confiança.

    Todos usamos telemóveis e quanto do software que usamos neles é open-source? Sabemos o que está a fazer por trás? Também não me parece, na grande maioria dos casos…

  8. Bruno Miguel
    13:26 on Novembro 18th, 2008

    Também eu sou pragmático – e bastante, diga-se. Foi essa atitude que me levou a analisar o software livre e o proprietário, e me fez mostrar o dedo ao segundo. No meu computador e nos meus documentos mando eu; não deixo que ninguém me diga o que posso ou não fazer, e não tolero falta de transparência. Sou esquerdista.

  9. Ruben Badaró
    13:30 on Novembro 18th, 2008

    Exactamente o mesmo aqui, só que depois de pensar nessa problemática do software livre e/ou proprietário, decidi que ia decidir caso a caso qual a melhor opção, dando preferência a software livre. No entanto, decidi que não ia sacrificar produtividade/rentabilidade/funcionalidade por questões filosóficas – daí o pragmatismo – e teria sempre de pesar os pros e contras das diversas soluções.

  10. João Matos
    13:38 on Novembro 18th, 2008

    cada um tem direito de escolher os produtos que utiliza e também tem o direito de saber dos seus males. não havendo o acesso ao código não só demonstra a falta de confiança que o/os autores demonstram pelo utilizador o que me leva a questionar se dessa forma devo confiar neles. por isso mesmo o acesso ao código deve ser uma exigencia. é como se comece-mos um produto estranho, mas que sabe bem, e não tem qualquer referencia à “receita” pode ser perigoso e não sabemos, mesmo que não mate logo pode ir matando.
    no software é a mesma coisa. pode não fazer mal a “olho nu” mas pode fazer mal de muitas formas.

    não me alongando muito a questão esta relacionada com segurança privacidade, igualdade, liberdade, etc

    eu também uso telemóveis sem acesso ao código, tenho outra hipótese? se tiver então se puder mudo!

  11. Ruben Badaró
    14:02 on Novembro 18th, 2008

    A meu ver a falta de desconfiança é dos dois lados: tanto o utilizador desconfia do autor, como vice-versa. E não esquecer que há casos em que o código não é libertado por falta de confiança, mas mesmo por questões legais, patentes, etc.

    Em relação ao telemóvel, podes sempre usar openmoko mas para uso casual parece-me ainda pouco limado – http://wiki.openmoko.org/wiki/Neo_FreeRunner

  12. Bruno Miguel
    14:06 on Novembro 18th, 2008

    Por isso é que deviam acabar com as patentes.

  13. Ruben Badaró
    14:08 on Novembro 18th, 2008

    Eu nem quero entrar por aí :P

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