O OpenOffice.org ainda não é tão ou mais popular que um certo e determinado pacote de ferramentas de produtividade proprietário/nocivo, mas pelo menos já é mais popular que outra solução proprietária/nociva, esta para a web: o Google Docs. Isto é, pelo menos nos Estados Unidos da América (EUA) é mais popular.
Quem o afirma é a ClickStream Technologies, que conduziu um estudo que mostra que o OpenOffice.org é utilizado por 5% dos americanos, ao passo que o Google Docs é utilizao por 1% da população deste país. Este estudo, que envolveu 2400 pessoas e foi realizado entre Maio e Novembro deste ano através de um questionário, mostra também que o OpenOffice.org foi utilizado pelos participantes durante 8.7 dias, ao passo que o Google Docs o foi somente durante 1.5 dias.
Esta é uma boa notícia. Num país com mais de 300 milhões de habitantes, mais de 15 milhões de pessoas (15 150 400, mais habitante, menos habitante) utilizam o OpenOffice.org. Talvez esse seja um dos motivos para, numa semana, a versão 3.0 deste pacote de ferramentas de produtividade ter ultrapassado os 3 milhões de downloads directos do site do projecto.
{via Sapo Tek}


PROGRAMAS LIVRES é um projecto do
11:06 on Novembro 18th, 2008
Google Docs nocivo ? Eu uso o google docs porque me dá funcionalidades que não tenho nas suites office tradicionais e é grátis.
Não tem nada de nocivo.
12:17 on Novembro 18th, 2008
@Ruben Badaró
Tens a certeza? Não sei se reparaste, o Google Docs, apesar de muito interessante, é proprietário.
12:48 on Novembro 18th, 2008
Eu sei que é proprietário. Mas a partir daí concluir que é nocivo é um grande passo.
Nem tudo o que é proprietário, e neste caso não é pago, é automaticamente nocivo. Desde os tempos da economia de troca directa que os produtores fornecem produtos e serviços “proprietários” e sempre foi a normalidade.
Software livre é apenas um exemplo e uma opção de liberdade para cada um, logo altamente positivo. Mas liberdade implica que eu posso também escolher software proprietário que me é mais útil em cada caso e isso não tem nada de nocivo.
12:55 on Novembro 18th, 2008
Lamento, mas escolher entre ter liberdade e não ter liberdade não é liberdade. E mais: há uns séculos atrás era normal fazer sacrifícios humanos, mas não é por isso que devemos voltar a fazê-los.
Não podes ver como funciona, logo não sabes se aquilo está a fazer algo mais do que diz; não podes alterar, logo tens que ser tu a adaptares as tuas necessidades ao programa e não ao contrário; poderás, nalguns casos, distribuí-lo, mas não podes alterá-lo. Não tem nada de nocivo? O caraças é que não tem!
13:01 on Novembro 18th, 2008
Mas eu não quero saber o que aquilo está a fazer, não quero alterar e o programa adapta-se bastante bem aos meus requisitos. Logo, não preciso de nada do que para ti é importante, o que preciso é de editar documentos colaborativamente e de os ter disponíveis onde quer que eu esteja, e o Google Docs dá-me isso.
É uma questão de prioridades. O que para ti é importante num produto – e.g. poder alterá-lo ou olhar para o código fonte – pode não ser para outra pessoa.
Eu também tenho confiança e defendo software opensource, mas não contra questões práticas como seja o facto de um produto pago ser-me útil. Se me é mais útil, prefiro-o e eu sou suficientemente inteligente para pesar as desvantagens de software proprietário e do controlo que perco sobre o software quando tomo a minha decisão, sem precisar que me digam o que é ou não nocivo para mim.
13:18 on Novembro 18th, 2008
Não queres saber o que o programa realmente faz? Tens espírito kamikaze. Ou assim espero, porque a alternativa é bem pior.
Aposto que te darias bem em Myanmar. Pareces muito amigo de ditaduras, digitais ou não…
13:22 on Novembro 18th, 2008
Não sou amigo de ditaduras, sou pragmático.
O Google tem de cumprir com a sua política de privacidade por isso qualquer dessas coisas de que tens medo, seriam ilegais e dar-te-iam o direito de processares caso quebrassem a tua confiança.
Todos usamos telemóveis e quanto do software que usamos neles é open-source? Sabemos o que está a fazer por trás? Também não me parece, na grande maioria dos casos…
13:26 on Novembro 18th, 2008
Também eu sou pragmático – e bastante, diga-se. Foi essa atitude que me levou a analisar o software livre e o proprietário, e me fez mostrar o dedo ao segundo. No meu computador e nos meus documentos mando eu; não deixo que ninguém me diga o que posso ou não fazer, e não tolero falta de transparência. Sou esquerdista.
13:30 on Novembro 18th, 2008
Exactamente o mesmo aqui, só que depois de pensar nessa problemática do software livre e/ou proprietário, decidi que ia decidir caso a caso qual a melhor opção, dando preferência a software livre. No entanto, decidi que não ia sacrificar produtividade/rentabilidade/funcionalidade por questões filosóficas – daí o pragmatismo – e teria sempre de pesar os pros e contras das diversas soluções.
13:38 on Novembro 18th, 2008
cada um tem direito de escolher os produtos que utiliza e também tem o direito de saber dos seus males. não havendo o acesso ao código não só demonstra a falta de confiança que o/os autores demonstram pelo utilizador o que me leva a questionar se dessa forma devo confiar neles. por isso mesmo o acesso ao código deve ser uma exigencia. é como se comece-mos um produto estranho, mas que sabe bem, e não tem qualquer referencia à “receita” pode ser perigoso e não sabemos, mesmo que não mate logo pode ir matando.
no software é a mesma coisa. pode não fazer mal a “olho nu” mas pode fazer mal de muitas formas.
não me alongando muito a questão esta relacionada com segurança privacidade, igualdade, liberdade, etc
eu também uso telemóveis sem acesso ao código, tenho outra hipótese? se tiver então se puder mudo!
14:02 on Novembro 18th, 2008
A meu ver a falta de desconfiança é dos dois lados: tanto o utilizador desconfia do autor, como vice-versa. E não esquecer que há casos em que o código não é libertado por falta de confiança, mas mesmo por questões legais, patentes, etc.
Em relação ao telemóvel, podes sempre usar openmoko mas para uso casual parece-me ainda pouco limado – http://wiki.openmoko.org/wiki/Neo_FreeRunner
14:06 on Novembro 18th, 2008
Por isso é que deviam acabar com as patentes.
14:08 on Novembro 18th, 2008
Eu nem quero entrar por aí