Oct 03 2008

FSF altera a sua lista de altas prioridades

Published by Bruno Miguel under notícias livres

Aproveitando, presumo eu, o 25º aniversário do Projecto GNU, a Free Software Foundation alterou a sua lista de altas prioridades, onde estão aplicações livres ainda não criadas ou incompletas necessárias para um sistema completamente livre. Também, esta lista de prioridades passou a uma .

Na nova lista de prioridades estão:

  • O Gnash, uma implementação livre do Flash;
  • O Coreboot, uma de de bios livres;
  • Uma alternativa livre ao Skype, compatível com esta aplicação;
  • Melhoramentos no sistema de doações e contactos;
  • Melhoramentos dos editores livres de vídeo actuais;
  • Criação de um substituto livre do Google Earth;
  • do gNewSense;
  • do GNU Octave e incentivo à criação de projectos nesta aplicação;
  • Substituição das bibliotecas OpenDWG;
  • Implementação de debug reversivo no GDB;
  • Criação de drivers livres para routers.

Esta da Free Foundation já conta com 10 mil dólares americanos doados por Russell Ossendryver, presidente da WorldLabel.com. Este dinheiro não será usado para pagar a programadores, mas para pagar despesas de da e outros gastos relacionados com a - documentação, artwork, etc. Caso queiram ajudar esta , podem participar numa das prioridades listadas e/ou doar algum dinheiro à Free Foundation (como o Google faz).

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Oct 03 2008

Primeiras Jornadas de Software Aberto

Published by Bruno Miguel under locais

Entre os dias 20 e 22 deste mês, Outubro, vão decorrer as Primeiras Jornadas de Aberto para Sistemas de Informação Geográfica, um que conta com o apoio da Câmara Municipal de Águeda. O local escolhido é a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda.

Se é a vossa área, apareçam neste e fiquem a conhecer algumas das aplicações livres para esta área. Se este não for o vosso campo, apareçam à mesma, porque o conhecimento nunca é demais.

Para mais informações, visitem o site sigaberto.org.

{via Clube de Amigos do Código Aberto}

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Oct 01 2008

GIMP 2.6.0 disponível, já usa o GEGL

Published by Bruno Miguel under actualização

GIMP
Clica na imagem para a veres nas dimensões originais

Caros leitores e prezadas leitoras, é com prazer que vos anuncio que a versão 2.6.0 do editor livre de imagem, , está disponível para download. Para a descarregarem, dirijam-se ao seguinte endereço: http://downloads.sourceforge.net/gimp-win/gimp-2.6.0-i686-setup-1.exe

As duas grandes novidades desta versão são a utilização do (uma biblioteca gráfica que permite obter melhor performance no processamento de imagens, usar camadas não-destrutivas e criar imagens com 32bit de cor), desactivada por omissão, e algumas alterações no interface, como a colocação do menu de ferramentas do na janela de imagem, que aparece sempre - vazia - quando é iniciada a aplicação.

Outra alteração importante e bem vinda é a possibilidade de navegar na imagem para além dos limites da imagem, sem ter que aumentar o tamanho da janela. É uma novidade que vem facilitar bastante a edição de imagens.

As brushes também têm algumas alterações, alterações essas que também existem em muitos locais da aplicação, como poderão constatar quando a instalare. Para saberem tudo o que mudou no 2.6.0, leiam as notas de lançamento deste excelente .

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Sep 30 2008

Empresas europeias mais propensas à utilização de software livre

Published by Bruno Miguel under notícias livres

Os resultados preliminares de da Actuate, conduzida pela Survey Interactive, sobre a utilização de no sector empresarial mostra que os países europeus são mais receptivos à utilização de que os restantes.

Nesta participaram mais de 1000 e pessoas das áreas das tecnologias de informação dos , , França e Alemanha.

Destes quatro países, a Alemanha é o que tem mais que consideram a utilização de , com 63.6% a responder positivo. Em segundo lugar está a França, com 61.6%. No que toca a utilização e , a Alemanha ocupa o primeiro lugar com 51%, seguido do , da França e dos , com 43%, 42% e 40%, respectivamente.

Um dos entraves apontados à não utilização de nas é a falta de conhecimento do staff para implementar estas aplicações. Outro entrave, referido menos vezes que o anterior, é a ideia (errada) de que não há suporte técnico de longo prazo.

{via Ostatic}

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Sep 29 2008

Workshops Criativos Audiência Zero com recurso a software livre

Published by Bruno Miguel under notícias livres

Como habitualmente a Livre associa-se à divulgação dos workshops de Criatividade da Audiência Zero com recurso a . Existem workshops normais e workshops online, dos quais destacamos:

Workshops

Introdução à Modelação em Blender (3d)

Workshop de Materiais e Texturas em Blender (3d)

Workshop de Áudio Digital

Workshop de Processing

Workshop de Prototipagem de Videojogos

Workshops Online

Workshop Online de Introdução ao Joomla!

Workshop Online de PHP e MYSQL

Workshop Online de HTML e CSS

Workshop de Templates para Joomla!

Workshop de Moodle

Os workshops presenciais decorrem nas instalações da Audiência Zero em S. Mamede de Infesta, Porto.

Texto original publicado pela Associação Ensino Livre.

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Sep 27 2008

Gabinete de patentes holandês muda para software livre

Published by Bruno Miguel under rapidinhas

O gabinete de holandês mudou a sua infra-estrutura para e . Esta mudança faz parte do projecto «Nederlands in Open Connection», que tem como objectivo a da utilização de e no organismos públicos do país.

Para Frank Heemskerk, um dos ministros do actual executivo holandês, a utilização de e «oferece maios oportunidades para novas de . Também reduz a dependência do governo em fornecedores específicos e permite reduzir os custos».

{via CNet News}

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Sep 26 2008

Do desktop para a web. Bom ou mau?

Published by Bruno Miguel under opiniões

As aplicações estão a tornar-se cada vez mais populares e é quase um facto que, dentro de algum tempo, elas serão tão populares como as aplicações locais (ou de desktop, se preferirem). Isto é prático porque, independentemente do sistema e do local, a aplicação, à partida, mantém sempre o mesmo interface e só necessita de um browser para ser acedida.
Mas também levanta algumas preocupações, como a impossibilidade de distribuir e alterar essa aplicação de acordo com as nossas necessidades, e a informação inserida nessas aplicações, em boa parte dos casos, nunca ser realmente nossa. Basta ler os termos de serviços e as políticas de para constatarmos isso. Dou um exemplo: o DropBox. De acordo com os termos de serviço deste - passo a redundância - serviço, eles podem vender todos os ficheiros que inserimos na nossa conta se precisarem do capital dessa venda para não encerrarem a actividade. Podemos sempre encriptar os ficheiros, mas isso não é garantia absoluta.

As aplicações são práticas. Podemos aceder a elas em casa, no trabalho, em casa de amigos, num cyber café. Podemos aceder em qualquer lado, só precisamos de um gadget - um simples telemóvel basta - e acesso à net. Não temos que as manter, instalar, nada. É só usar e já está. Bom, não é?
Não necessariamente. E a nossa ? Se essa aplicação for proprietária, voltamos ao mesmo: não a podemos alterar e nunca sabemos se essa aplicação faz algo mais do que devia, como recolher informação sem autorização. Isto não é paranóia, acontece mesmo. Recordam-se daquela aplicação que permitia fazer uma cópia local dos emais da nossa conta do Gmail? Ela, secretamente, enviava as passwords introduzidas para a conta de email do seu criador. Como era uma aplicação proprietária, era muito difícil alguém saber o que ela estava a fazer. Alguém acabou por descobrir e viu que o programa era um lobo com pele de cordeiro.
O proprietário, seja ele para o desktop ou para a , não levanta só problemas de ordem social: também é uma boa fonte de insegurança porque ninguém, para além de quem desenvolveu a aplicação, sabe o que ela realmente faz. Tanto quanto sabem, uma aplicação proprietária pode apenas fazer o que alega ou até roubar informação sensível do vosso computador, como passwords e números de cartões de crédito e respectivos pins.
Outro problema é a portabilidade da informação. Se um serviço fechar, como iremos nós fazer uma cópia dessa informação? E mesmo que consigamos, será que ela vai estar num formato proprietário que ninguém sabe como aceder? Se usarem um formato livre, esse entrave desaparece, mas outro aparece: uma possível (digo possível porque não sei até que ponto essa violação existirá depois da empresa fechar portas) violação dos termos do serviço que tínhamos aceite.

Felizmente, as aplicações não têm que ser proprietárias. Basta escolher uma que permita que ela possa ser distribuída, alterada e usada para o fim que vocês bem entenderem. Uma dessas é a AGPL, uma versão da GNU General Public License criada com as aplicações em mente.
De acordo com esta , todo o deve ter uma forma de mostrar aos utilizadores o seu código-fonte. Normalmente, é uma link onde clicam e aparece o código-fonte dessa página. O serviço de microblogging, Identi.ca, está licenciado sob a AGPLv3 e o seu código pode ser descarregado livremente ou visto no próprio serviço.
As aplicações livres para a seguem um pouco a ideia do OpenPGP - a web of trust (ou de confiança, em português). Ao mostrar o código-fonte, os criadores da aplicação estão a dizer aos utilizadores que não fazem nada no escuro, que são pessoas de confiança. Ao usar aplicações regidas por uma livre, os utilizadores estão a retribuir essa confiança. A confiança é recíproca e todos sabem o que se passa, como num estado verdadeiramente democrático.

Para uma exposição completa dos problemas das aplicações proprietárias e da importância das livres para estas aplicações, leiam este artigo da Free Software Magazine. O seu autor, Ryan Cartwright, faz uma exposição bastante boa destes problemas e da importância das livres nas aplicações .

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Sep 24 2008

Rockbox 3.0

Published by Bruno Miguel under notícias livres

Rockbox, o livre para leitores multimédia portáteis como o , , Archos, SansDisk e outros, tem uma nova versão estável disponível.

A grande novidade desta nova versão, 3.0, é o novo método de dos formatos áudio, que deixou de ser baseado no hardware para passar a ser feito ao nível do . Assim, mais formatos de áudio são suportados.

Os leitores multimédia suportados pelo são:

  • Apple desde as gerações 1 à 5.5, Mini e a 1ª geração do Nano
  • Archos Jukebox 5000, 6000, Studio, Recorder, FM Recorder, Recorder V2 e Ondio
  • Cowon iAudio X5, X5V, X5L, M5, M5L, M3 e M3L
  • , séries H100, H300 e H10
  • Olympus M:Robe 100
  • SanDisk, séries Sansa c200, e200 e e200R
  • Toshiba, séries Gigabeat X e F

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Sep 23 2008

Reino Unido abre as portas ao software livre no seu sistema de ensino

Published by Bruno Miguel under rapidinhas

A , o organismo britânico responsável pelas tecnologias de informação nas escolas no , acreditou 12 que têm o como modelo de negócio para a « for Educational Institutions Framework».

Apesar disto não ser uma garantia de que as escolas britânicas irão adoptar , é um sinal de tratamento igual entre que se dedicam ao proprietário e as que se dedicam ao .

{via Computer World UK e Bitate}

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Sep 23 2008

Lobby da Microsoft que bloquear o uso de software e formatos livres no Parlamento Europeu

Published by Bruno Miguel under notícias livres

Depois de ter ajudado à aprovação do formato pseudo-aberto MSOOXML [eu gosto de lhe chamar MScOcOXML], o braço lobista da , Voices for Innovation [nome irónico, não é?], está agora a tentar impedir a utilização de sistemas e nos computadores do .

Num email, este grupo lobista diz que «elementos radicais na comunidade open source intensificaram os seus esforços no Paralmento Europeu. Eles estão a tentar mudar significativamente a actual framework, que permite neutralidade tecnológica, introduzindo uma preferência por open source». Traduzindo por miúdos, a grande preocupação é o da deixar de estar entre as primeiras escolhas e não a «neutralidade tecnológica».

From: Voices for Innovation [mailto:eu@voicesforinnovation.info]
Sent: 22. september 2008
Subject: Policy Alert: Open Source activists secure close to 100 signatures in effort to mandate OSS

Open Source activists secure close to 100 signatures in effort to mandate OSS

Over the past few weeks radical elements in the open source community have intensified their efforts in the European Parliament. They are attempting to significantly change the existing public procurement framework, which follows a policy of technology neutrality, by introducing an open source preference.

The Parliament’s current approach reflects a much more balanced view, as it uses both proprietary and open source technology. The Members of the European Parliament (MEPs overseeing the Parliament’s IT spending follow the clear line that the Parliament’s IT procurement choices must be based on reasonable and objective criteria, such as “interoperability, cost/value for money, reliability, vendor support, ease of use and security”, thus ensuring the best value for tax payers money. If the Parliament moves away from this established policy we must fear that the choice available to both citizens and institutions will be significantly reduced, limiting the functionality and user-friendliness of the European Parliament’s portals.

Next week their efforts will intensify further, as they are planning to approach Members of the European Parliament with the view of signing and supporting a draft entitled “Written Declaration on the use of Open-source ”. The draft has been tabled for consideration by MEPs in May and calls on the Parliament to migrate its entire computer network to Open Source as a means to tackle the digital divide in Europe. Open Source proponents need to collect signatures of the 50% +1 Members of the European Parliament by next Thursday. At the moment they are far from reaching that number – clearly as many of the MEPs have seen through the ploy of masking an attempt to change the procurement policy of an institution, with a cause benefiting the disadvantaged members of our society.

It is unclear how the proponents of this draft Declaration draw a link between implementing an ‘Open-source only’ policy in the European Parliament and confronting the challenges of the digital divide. The major challenges of the digital divide are widely regarded to be the consequence of limited access, poverty, social exclusion, personal factors (age, disability) or education and skills gaps. The exclusion of proprietary models could potentially result in a significant increase of people without access to technology – thus achieving the exact opposite of what they set out to do - increasing the digital divide in Europe.

In order to address these challenges, governments, industry (including proprietary and OSS vendors) and civil society are already working together to drive greater awareness of the benefits of technology and investing in e-skills and education across the populations – see for example the European Alliance on Skills for Employability. The main goal of the Alliance is to help better co-ordinate industry and community investments, services and other offerings, dialogue and engagement with NGOs and public authorities in a way that enhances the positive impact of ICT literacy and professional training on employability prospects of the young, the disabled, older workers and other unemployed or under-employed people throughout the European Union – thereby seeking to address the digital divide.

The Written declaration therefore falls short of doing anything about its stated objective. In fact it does something much more radical, which many of the ones signing it might well not have been aware of – it drastically changes the procurement policies of European institutions, effectively excluding all but OSS solutions from its use.

Should you be interested in presenting an opinion to your local Member of Parliament please contact ofni.noitavonnirofseciov|ue#ofni.noitavonnirofseciov|ue

More information will be posted up on the following website https://www.voicesforinnovation.org/

Links to the written declaration can be found on the European Commission’s website http://osor.eu/news/meps-petition-european-parliament-switch-to-open-source

A proposta de que este grupo lobista fala está longe de ser o que eles afirmam. Quando o negócio do patrão está ameaçado, vale tudo, mesmo fazer interpretações incorrectas e tentar induzir as pessoas em erro, como poderão verificar na transcrição da resolução.

EUROPEAN PARLIAMENT
2004- 2009

19.5.2008

0046/2008

WRITTEN DECLARATION
pursuant to Rule 116 of the Rules of Procedure by Jean Louis Cottigny, Pierre Pribetich, Michel Rocard, Bronisław Geremek and Daniel Cohn-Bendit on the use of open source

Lapse date: 25.9.2008

DC\721370EN.doc
PE406.962v01-00
EN

0046/2008 Written declaration on the use of open source

The European Parliament, – having regard to Rule 116 of its Rules of Procedure,

A. having regard to the growing disparities in access to information and communication technologies in the European Union, reflected in the establishment of a digital divide, a new cause of social disparity which further excludes an already vulnerable population,

B. whereas these new technologies have become an essential tool in areas as varied as employment, education, information etc.,

C. whereas European citizens have the inalienable right freely to access documents and information from the institutions which represent them,

D. whereas the use of open source is one of the effective ways of reducing this digital divide and whereas this solution, established by some Member States in their administrations, delivers significant results,

1. Calls on the European Union to take the necessary measures to help finance public research on open source ;

2. Calls for Parliament to switch its whole computer network to this type of ;

3. Instructs its President to forward this declaration, together with the names of the signatories, to the parliaments of the Member States, the Council and the Commission, so that they may join forces on this measure.

É por estas e por outras que a proposta para regulamentar o devia ser aprovada o mais rapidamente possível. O , actualmente, é uma “terra sem lei”, onde a falta de transparência é regra.

O uso de nem devia ser discutido. Não usar e apoiar numa democracia e numa instituição democrática é como bloquear a participação dos cidadãos. E isso não é democracia, é corporativismo.

{via NOOOXML}

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