Nov 10 2008

A interoperabilidade, quando nasce, não é para todos

Published by Bruno Miguel under locais

Há vários anos que ouço as pessoas usarem a expressão «O sol, quando nasce, não é para todos» sempre que, de alguma forma, se sentem injustiçadas e/ou discriminadas. Hoje, quando lia o último post do blog da Ângulo Sólido, constatei que ela se estende às tecnologias: «A interoperabilidade, quando nasce, não é para todos».

Por muito estranho que possa parecer, o site escolas.internet.gov.pt só pode ser acedido com o proprietário Explorer. Os outros browsers, , Icecat, Flock, Epiphany ou Konqueror, por exemplo, são presenteados com uma mensagem a dizer que o não é suportado. Nem num regime como o existente em Myanmar é compreensível e aceitável, quanto mais num Estado de direito com valores democráticos.
Será que esse site tem algo que só o da Microsoft suporta? A julgar pelo screenshot que me foi possível obter com o browsershots.org, não. Então porque obrigam os utilizadores a usar uma aplicação proprietária para ver o site?

Isto é execrável. Parece que ainda estamos na Idade das Trevas.

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Oct 27 2008

Page Scavenger

Published by António Sousa under análises

Page Scavenger é uma pequena aplicação para ambientes que permite ao utilizador efectuar de uma forma simples o download de que se encontram em alguns serviços de , através de hiperligações colocadas em Websites.

page-scavanger-300x225 Page Scavenger

Após a abertura do programa, verifica-se uma divisão da janela principal. Na parte superior tem um local para o utilizador colocar a hiperligação da imagem e outro para se definir o destino onde a queremos guardar.

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Oct 14 2008

Firefox promove iniciativa de acessibilidade web para conteúdos de vídeo

Published by Bruno Miguel under notícias livres

Na próxima versão do , , será possível inserir áudio e vídeo através de duas simples tags. O formato para estes conteúdos ainda não está escolhido, mas a próxima versão do irá ter suporte nativo para Vorbis e Theora na sua implementação do . Aproveitando este suporte, a está a promover uma iniciativa de acessibilidade para conteúdos de áudio e vídeo.

A encabeçar esta iniciativa está Silvia Pheiffer, uma investigadora que trabalha em acessibilidade para conteúdos multimédia há mais de 10 anos, que disponibilizou uma mailing-list pública e uma wiki para tentar atrair a participação da comunidade na iniciativa. Para a responsável pelo projecto, o primeiro passo é escolher um formato de legendagem dos conteúdos que se adeqúe ao Vorbis e Theora.

O projecto ainda tem um longo caminho a percorrer. Tem que, primeiro, conseguir superar a parte técnica, e depois terá que superar a parte política e convencer a W3C que este é uma mais valia para a , e ser aceite na especificação do .

{via Linux.com}

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Oct 09 2008

Fennec: o browser móvel da Mozilla está disponível

Published by Bruno Miguel under notícias livres

fennec Fennec: o browser móvel da Mozilla está disponível

A tão falada versão mobile do , que a certa altura se pensou ser tão real como os unicórnios, existe. Podem pular de alegria por que há motivos para isso: para além de ser real, já tem uma versão inicial, a milestone 8, disponível para download.

Este da foi baptizado . Pode ser executado em processadores x86 e AMR e é compatível com que usam o GNU/Linux ou o Mobile.

Tal como no , o é o “motor” escolhido para o . Isto permite que boa parte das extensões do , provavelmente com pequenos ajustes necessários, funcionem no , tornando também este num autêntico canivete suíço para a . Imaginem: Adblock Plus, NoScript, dicionários, Forecastfox, ScribeFire, FlashGot e mais uma miríade de extensões no telemóvel. É quase o paraíso!

Se as extensões já são boas, fiquem a saber que poderão importar os vossos favoritos, passwords, cookies, histórico e outras informações do para o . A vossa vida online passa do PC para o telemóvel.

Esperemos é que os binários do não venham acompanhados por um EULA…

{via Linux Devices}

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Sep 26 2008

Do desktop para a web. Bom ou mau?

Published by Bruno Miguel under opiniões

As aplicações estão a tornar-se cada vez mais populares e é quase um facto que, dentro de algum tempo, elas serão tão populares como as aplicações locais (ou de desktop, se preferirem). Isto é prático porque, independentemente do sistema e do local, a aplicação, à partida, mantém sempre o mesmo interface e só necessita de um para ser acedida.
Mas também levanta algumas preocupações, como a impossibilidade de distribuir e alterar essa aplicação de acordo com as nossas necessidades, e a informação inserida nessas aplicações, em boa parte dos casos, nunca ser realmente nossa. Basta ler os termos de serviços e as políticas de para constatarmos isso. Dou um exemplo: o DropBox. De acordo com os termos de serviço deste - passo a redundância - serviço, eles podem vender todos os ficheiros que inserimos na nossa conta se precisarem do capital dessa venda para não encerrarem a actividade. Podemos sempre encriptar os ficheiros, mas isso não é garantia absoluta.

As aplicações são práticas. Podemos aceder a elas em casa, no trabalho, em casa de amigos, num cyber café. Podemos aceder em qualquer lado, só precisamos de um gadget - um simples telemóvel basta - e acesso à net. Não temos que as manter, instalar, nada. É só usar e já está. Bom, não é?
Não necessariamente. E a nossa ? Se essa aplicação for proprietária, voltamos ao mesmo: não a podemos alterar e nunca sabemos se essa aplicação faz algo mais do que devia, como recolher informação sem autorização. Isto não é paranóia, acontece mesmo. Recordam-se daquela aplicação que permitia fazer uma cópia local dos emais da nossa conta do Gmail? Ela, secretamente, enviava as passwords introduzidas para a conta de email do seu criador. Como era uma aplicação proprietária, era muito difícil alguém saber o que ela estava a fazer. Alguém acabou por descobrir e viu que o programa era um lobo com pele de cordeiro.
O proprietário, seja ele para o desktop ou para a , não levanta só problemas de ordem social: também é uma boa fonte de insegurança porque ninguém, para além de quem desenvolveu a aplicação, sabe o que ela realmente faz. Tanto quanto sabem, uma aplicação proprietária pode apenas fazer o que alega ou até roubar informação sensível do vosso computador, como passwords e números de cartões de crédito e respectivos pins.
Outro problema é a portabilidade da informação. Se um serviço fechar, como iremos nós fazer uma cópia dessa informação? E mesmo que consigamos, será que ela vai estar num formato proprietário que ninguém sabe como aceder? Se usarem um formato livre, esse entrave desaparece, mas outro aparece: uma possível (digo possível porque não sei até que ponto essa violação existirá depois da empresa fechar portas) violação dos termos do serviço que tínhamos aceite.

Felizmente, as aplicações não têm que ser proprietárias. Basta escolher uma que permita que ela possa ser distribuída, alterada e usada para o fim que vocês bem entenderem. Uma dessas é a AGPL, uma versão da GNU General Public License criada com as aplicações em mente.
De acordo com esta , todo o deve ter uma forma de mostrar aos utilizadores o seu código-fonte. Normalmente, é uma link onde clicam e aparece o código-fonte dessa página. O serviço de microblogging, Identi.ca, está licenciado sob a AGPLv3 e o seu código pode ser descarregado livremente ou visto no próprio serviço.
As aplicações livres para a seguem um pouco a ideia do OpenPGP - a web of trust (ou de confiança, em português). Ao mostrar o código-fonte, os criadores da aplicação estão a dizer aos utilizadores que não fazem nada no escuro, que são pessoas de confiança. Ao usar aplicações regidas por uma livre, os utilizadores estão a retribuir essa confiança. A confiança é recíproca e todos sabem o que se passa, como num estado verdadeiramente democrático.

Para uma exposição completa dos problemas das aplicações proprietárias e da importância das livres para estas aplicações, leiam este artigo da Free Software Magazine. O seu autor, Ryan Cartwright, faz uma exposição bastante boa destes problemas e da importância das livres nas aplicações .

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Sep 17 2008

Pai da internet cria fundação para promover a internet livre

Published by Bruno Miguel under notícias livres

Tim Berners-Lee, o pai da , anunciou a criação da Word Wide Web Foundation, uma que tem como objectivo a divulgação e melhoramento da .

Para além de promover a utilização de formatos livres e comunicação transparente na , esta associação também irá analisar a veracidade da informação contida em diversos e tentar expandir as capacidades e robustez da .

De momento, a está em fase de planeamento. Mas já conseguiu o seu primeiro financiamento: 5 milhões de dólares doados pela Knight Foundation. A Word Wide Web Foundation deverá ser lançada no início de 2009.

{via Mozilla Links}

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Sep 08 2008

Associação Ensino Livre organiza workshops online de programação e tecnologias abertas

Published by Bruno Miguel under notícias livres

A Audiência Zero e a estão a organizar cinco online sobre tecnologias livres para a , que decorrerão em Setembro e Outubro. Os temas serão:

Informações e Inscrições

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Sep 07 2008

Google Chrome

Published by António Sousa under análises

Já era anunciado faz algum tempo um da empresa , e aí está ele o Google Chrome. Com tanta “euforia” à volta deste novo , decidi experimentá-lo.

À primeira vista, parece praticamente igual ao outros que existem no mercado: tem um aspecto minimalista sem grandes opções, embora sem que nos apercebamos da quantidade de funcionalidades que tem inserido.

google-chrome Google Chrome

Podemos começar pela omnibox. Duma forma simplista, a barra de endereços tem ao mesmo tempo duas funcionalidades: a “normal” e a de uma caixa de pesquisa. Assim, ao invés de introduzir um endereço, introduz-se uma ou mais palavras e aparecerá uma pesquisa com os relacionados com a palavra procurada.

Ao criarmos um novo separador, o mostra-nos informação sobre as páginas e motores de pesquisa que utilizamos com maior frequência, separadores fechados recentemente e guardados.

Atalhos de aplicação: torna-se agora possível guardar para certos como se de um programa pré-instalado se tratasse.

Gestor de tarefas, a mais “estranha” das funcionalidades: permite ver detalhes sobre os processos que estão a ser executados através do , conseguindo o utilizador encerrar um dos processos de forma simples e rápida.

Dá possibilidade do utilizador navegar na sem deixar qualquer rasto, informa-nos caso o endereço que desejamos visitar tenha possibilidade de ser um site “suspeito”, tem uma forma fácil de guardar uma página (basta clicar na estrelinha)  e importa as definições do nosso .

Miais alguns aspectos a salientar são o facto de ao iniciar-se um download, a transferência (e a sua informação) aparecem logo no canto inferior esquerdo, e sempre que passamos o rato por um link surge-nos no mesmo local o endereço completo desse link.

Tem integrado o Gears (permite acesso offline a serviços que normalmente só funcionam quando estão on-line), e utiliza o renderizador (também utilizado no Safari e no Epiphany).

Dando agora uso à minha humilde , achei o interessante para utilizadores não muito exigentes em termos de navegação. Embora tenha um acesso directo a , seja leve na sua execução, e possua dois recursos que julgo serem inovadores para programas da sua “classe” (falo concretamente no atalhos de aplicações e no gestor de tarefas), falha em pontos muito “básicos” como um botão de acesso directo à homepage e um suporte para RSS.

Acredito que estas pequenas falhas serão corrigidas em versões posteriores. Para quem estiver interessado neste novo fica desde já  saber de este se encontra sob a BSD, está traduzido em 43 línguas (entre as quais o pt-PT), ainda só funciona em ambientes e pode ser descarregado aqui.

Até para a semana, abraço!

Licença Sítio oficial Sist. operativo Idioma portátil Transferir Proglivre Proglivre
BSD Sítio oficial Windows InglêsPortugalBrasil Portátil Transferir - Ajuda / Suporte

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Sep 04 2008

Telecoms Package perde força. Ainda falta a votação

Published by Bruno Miguel under outras notícias

Anteontem, vários membros do Parlamento Europeu (PE), representantes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu discutiram, em sessão de plenário, o famoso - pelas piores razões - Telecoms Package. Dos 50 membros do PE que falaram, apenas uma minoria defendeu o , e a maioria defendeu a remoção desta proposta por a considerarem perigosa para os humanos.

No mesmo dia, o European Data Protection Supervisor (EDPS), o organismo europeu  independente encarregue da protecção de dados pessoais, publicou um comentário sobre o , onde afirma que esta proposta é uma porta aberta para a «monitorização em massa dos utilizadores da » e «a base» para a resposta gradual proposta pela presidência francesa, algo que deve ser evitado.

Isto são boa notícias, mas a votação desta proposta só será realizada a 23 deste mês. Por isso, não podemos deitar os foguetes antes da festa. Contactem os nossos representantes no PE e exijam o seu voto na remoção desta proposta que pretende tornar a no espaço europeu num big brother onde todos são considerados culpados até prova em contrário. Mas não se esqueçam de manter a educação e o respeito que todas as pessoas merecem.

{via La Quadrature du Net}

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Sep 01 2008

[Actualizado] Google está a criar um browser livre

Published by Bruno Miguel under notícias livres

Aparentemente, à uns tempos circularam um rumores que indicavam que o estaria a preparar o seu próprio (), talvez até com todos os seus serviços integrados. Eu não me apercebi destes rumores, por isso foi com algum espanto que li um artigo no Blogoscoped.com acerca esse .

O autor do Blogoscoped afirma ter recebido um email vindo da empresa , com uma banda-desenhada em formato digital incluída. Essa banda desenhada, criada por Scott McCloud, é sobre o , um livre que o estará a preparar.

De acordo com o autor do Blogoscoped.com, o :

  • será ;
  • usará o para fazer render aos ;
  • será incluído no Gears;
  • terá uma máquina virtual de Javascript, também ela ;
  • terá os separadores em cima da janela, em vez de dentro da janela;
  • incluirá auto-completion (lamento, mas não conheço a expressão portuguesa para isto) na barra de endereço;
  • terá a página inicial do será semelhante ao Speed Dial do Opera, onde aparecem miniaturas de alguns que adicionados (basicamente, atalhos para com pré-visualização em miniatura dos mesmos);
  • terá um modo de que não guardará quaisquer dados da navegaçaõ no disco (como o famoso pr0n mode prometido para o Explorer 8, um que eu aconselho a não utilizar, já que é fechado e não tem o hábito de respeitar os padrões );
  • incluirá um sistema contra ataques de phishing e infecções de malware.

O site oficial deste projecto poderá ser acedido em google.com/chrome.
Aparentemente, o site do estará numa secção da página do Gears. Podem visitá-lo aqui.

Nota: este post também foi publicado por mim no Webtuga.
Nota2: o endereço do site do foi actualizado.

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