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Sep 24 2009

ANSOL publica resultados da campanha “Eleições Legislativas 2009″

Publicado por Bruno Miguel em locais
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1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (9 voto(s), média: 4.67 de 5)

A campanha “Eleições Legislativas 2009″, lançada pela Associação Nacional para o Software Livre (ANSOL), chegou ao fim. Os resultados das perguntas aos partidos inquiridos foram anunciados pelo presidente a associação, Rui Seabra, através de um press-release.

Ao todo, 10 perguntas foram enviadas a todos os partidos com assento parlamentar. O objectivo era saber qual a posição de cada um em relação ao software livre e às liberdades na era digital.

De todos os partidos inquiridos, apenas 4 – BE, CDU, PCTP/MRPP e PS – responderam a todas ou quase todas as questões. MEP e PSD ficaram-se por respostas vagas.

Com base nas respostas e posições anteriores defendidas na Assembleia da República, a ANSOL criou uma lista com recomendações de voto face às respostas. A CDU é o partido com maior percentagem de recomendação (94%), seguido do BE (93%) e do PCTP/MRPP (90%). PS ficou-se pelos 53% e MEP pelos 9%; PSD e CDS/PP têm pontuação negativa. Os restantes partidos não responderam.

«Aparentemente todos são adeptos do Software Livre, acham bom promove-lo e defende-lo; mas há uma diferença de clareza entre quem respondeu às perguntas, quem tomou um posição genérica e quem não deu feedback de todo», afirma o presidente da ANSOL.

A campanha está disponível em http://ansol.org/politica/legislativas2009 e inclui uma tabela onde todos os partidos candidatos se encontram pontuados.

Abaixo, ficam as links para a campanha, perguntas, respectivas respostas e recomendações de voto da ANSOL.

Campanha: http://ansol.org/politica/legislativas2009
Perguntas: http://ansol.org/politica/legislativas2009/perguntas
Respostas: http://ansol.org/politica/legislativas2009/respostas
Recomendações: http://ansol.org/politica/legislativas2009/recomendacoes

Ler também: Recomendações de Voto para as Legislativas > Software Livre no Sapo

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Sep 07 2009

Legislativas 2009: ANSOL questiona partidos sobre a sua posição em relação ao software livre

Publicado por Bruno Miguel em locais
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Com o aproximar das legislativas deste ano, a ANSOL anunciou, através de um press-release, o lançamento da campanha “Eleições Legislativas de 2009″.

O objectivo da associação é saber qual a posição oficial de cada um dos partidos em relação ao software livre para o seu próximo mandato parlamentar. Para isso, enviou 10 perguntas a cada um dos diferentes partidos que concorrem às legislativas de 2009.

No site da ANSOL está disponível uma secção dedicada à campanha. Lá, podemos ver as perguntas, respostas – que serão actualizadas à medida que forem recebidas – e recomendações de voto com base na posição de cada partido em relação ao software livre.

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Sep 04 2009

Direitos contra Direitos

Publicado por Bruno Miguel em locais
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Vai decorrer amanhã, na Academia Contemporânea do Espectáculo, Porto, o evento Direitos contra Direitos, uma iniciativa dos eurodeputados do Bloco de Esquerda. A entrada é gratuita.

Direitos de autor e propriedade intelectual, partilha de ficheiros, argumentos dos vários lados da “barricada”, serão alguns dos temas abordados nesta que é a primeira grande discussão sobre o tema em Portugal.

Francisco Louçã, Marisa Matias, Rui Tavares, Miguel Guedes, Adolfo Luxúria Canibal, Agnès Tricoire, Joost Smiers e Aranda da Silva são alguns dos nomes presentes. Também, alguns projectos, de entre os quais o DRM-PT, marcarão presença no evento.

Terminado o Direitos contra Direitos, haverá concertos gratuitos com Jigsaw e Ballis Band, seguida da actuação do DJ Rodrigo Affreixo.

Eu, infelizmente, não vou poder ir porque estou a trabalhar. Se vocês tiverem o dia de folga, vão. As questões abordadas no evento dizem respeito a todos e é importante estar informado e ser pro-activo na defesa dos direitos que são nossos.

Abaixo fica o programa deste evento.

PROGRAMA DE DEBATES

14h30: Sessão de abertura

  • Francisco Louçã, economista, coordenador do Bloco de Esquerda
  • António Capelo, Academia Contemporânea do Espectáculo, Teatro do Bolhão

15h: Frente a frente sobre músicas partilhadas: o bom, o mau e o vilão?

Moderação: João Gobern, jornalista

  • Adolfo Luxúria Canibal, vocalista do grupo Mão Morta, jurista
  • Miguel Guedes, músico, autor e dirigente da GDA – Direitos dos Artistas

16h: Mesas redondas

1. Copyright e partilha: direito, roubo ou negócio?

Moderação: Renato Soeiro (coordenador do staff GUE/NGL para Cultura e Media)

  • Agnès Tricoire, advogada especialista em propriedade intelectual
  • Joost Smiers, investigador, autor do livro “Um Mundo sem Copyright”
  • David Ferreira, editor musical
  • Natércia Coimbra, documentalista, Centro de Documentação 25 de Abril
  • Abel Neves, escritor, dramaturgo e dirigente da Sociedade Portuguesa de Autores
  • Ricardo Lafuente, hacker e investigador em novos media

2. Patentes, investigação e software: na fronteira entre os direitos privados e o bem comum

Moderação: Luís Leiria, editor do portal Esquerda.net

  • Inês Pereira, socióloga, investigadora sobre software livre
  • Tiago Santos Pereira, investigador sobre patentes e propriedade intelectual, Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra
  • Fernando Jorge Monteiro, investigador em biomateriaisno Instituto de Biologia Molecular e Celular
  • Nuno Teles, economista, investigador sobre software
  • Aranda da Silva, farmacêutico, ex-bastonário da Ordem dos Farmacêuticos
  • Jaime Villate, investigador, dirigente da Associação Portuguesa do Software Livre

19h: Sessão de encerramento

  • Marisa Matias, deputada ao Parlamento Europeu, BE e GUE/NGL
  • Rui Tavares, deputado ao Parlamento Europeu, BE e GUE/NGL
  • José Soeiro, Bloco de Esquerda

PROGRAMA CULTURAL

21h30: Concertos no auditório

  • a Jigsaw
  • Ballis Band

23h: Festa no jardim

Com o DJ Rodrigo Affreixo

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Sep 02 2009

aLANtejo 2009

Publicado por João Matos em notícias livres
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Após quatro edições de sucesso, o Núcleo de Estudantes de Engenharia Informática com o apoio da Universidade de Évora e da Câmara Municipal de Évora, tem o prazer de apresentar a aLANtejo 2009!

logo alantejo2009 aLANtejo 2009

A aLANtejo 2009 tomará lugar na Muy Nobre e Sempre Leal Cidade de Évora sendo por isso também uma oportunidade para entrar em contacto com o espírito universitário que nela se faz sentir e visitar uma cidade património mundial.

Este ano todo o evento será dedicado à Lan Party, focando assim todo o nosso trabalho e dedicação de modo a realizar um evento excepcional. A lan, para além de diversos jogos a torneio, contará também com vários concursos e mini-conferências.

Esta quinta edição do nosso evento realizar-se-á nos dias 23, 24 e 25 de Outubro com o objectivo de superar a qualidade das edições anteriores.

Já se encontra disponível um fórum de discussão, onde podem votar nos torneios para a Lan-Party, e tirar dúvidas sobre as várias componentes do evento, podem aceder ao fórum através da pagina do evento : www.alantejo.uevora.pt

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Aug 28 2009

Encontro Nacional de openSUSE 2009

Publicado por João Matos em notícias livres
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Pelo terceiro ano consecutivo, toda a comunidade portuguesa de openSUSE reúne-se num só espaço com o intuito de dinamizar o projecto openSUSE em Portugal.

O ENOS 2009 (acrónimo para “Encontro Nacional de openSUSE 2009″), organizado pela comunidade portuguesa de openSUSE e pela Associação de Informática de Castelo Branco[1], decorrerá na magnífica cidade de Castelo Branco, Sábado 26 de Setembro, tendo como ponto de encontro o Instituto Português da Juventude de Castelo Branco pelas 10 horas.

O objectivo do ENOS é dar a oportunidade aos utilizadores portugueses de openSUSE de se juntarem assim como dar aos participantes uma visão introspectiva dos últimos desenvolvimentos do projecto openSUSE e estimulá-los
a participarem na comunidade, tudo num ambiente bastante informal e aberto.

Para além do convívio, troca de ideias e discussões dos mais diversificados temas possíveis, também decorreram durante o dia apresentações e BoF’s tais como:

* O projecto openSUSE desde à 365 dias (Carlos Gonçalves, openSUSE)
* Integração de Open Source vs Software Proprietário (Engº João Batista, Novell Portugal)
* Linux na pós-produção áudio (Ricardo Antunes, UrbanaFM)
* BoF: Moonlight (Andreia Gaita)
* BoF: Packaging com o Build Service (Carlos Gonçalves)

Também este ano será possível submeter-se aos exames de certificação LPI[2], através da empresa nacional DRI, Master Affiliate do LPI em Portugal, com um desconto de 50% nas certificações – os interessados deveram informar a
organização com pelo menos 8 dias de antecedência da sua intenção.

Assim, convidam-se todas as comunidades, associações e instituições, empresas e individuais a participarem.

Embora o encontro seja totalmente livre, agradece-se o registo na página do evento[3] ou por email para eventos@opensusept.org por forma a ter uma ideia do número expectável de participantes.

Para informação mais detalhada, queira por favor consultar a página oficial do evento em http://pt.opensuse.orgEventos/ENOS

Com os melhores cumprimentos,
A organização do ENOS 2009

[1] http://www.aicb.pt/
[2] http://www.lpi.org/
[3] http://pt.opensuse.org/Eventos/ENOS

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Aug 28 2009

Oferta de Emprego: Blender 3D

Publicado por João Matos em notícias livres
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Cave 6 Studios oferece estágio profissional para modeladores 3D que saibam utilizar a ferramenta Blender3D e que saibam fazer animações na mesma ferramenta.

Finalidade de integrar uma equipa de animação 3D para serem expostas em TV, cinema, DVD, internet.

Também será utilizado para modelar objectos 3D para serem inseridos em outros projectos de multimédia.

Read more: http://www.net-empregos.com/804286/modelador-3d-utilizacao-software-blender-3d-paco-de-arcos/#ixzz0PTneqGVV

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Aug 25 2009

Acabar com a Guerra da Partilha – Richard Stallman

Publicado por Bruno Miguel em notícias livres
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Quando as companhias discográficas armam um escarcéu a respeito do perigo da “pirataria”, elas não estão a falar de ataques violentos a navios mas sim a queixar-se da partilha de cópias de música, uma actividade em que milhões de pessoas participam num espírito de cooperação. O termo “pirataria” é empregue pelas companhias discográficas para demonizar a partilha e a cooperação ao compará-las com o sequestro, assassinato e roubo.

O copyright foi concebido após a imprensa ter transformado a cópia numa actividade de produção em massa, usualmente com fins comerciais. O copyright era aceitável nesse contexto tecnológico porque funcionava como uma norma industrial e não constrangia os leitores e (mais tarde) os ouvintes de música.

Na década de 1890, as companhias discográficas começaram a vender gravações de música produzidas em massa. Estas gravações facilitavam o usufruto da música e de modo algum limitaram a audição de música. A expansão do copyright a estas gravações musicais foi pouco ou nada controversa na medida em que apenas restringia as companhias discográficas e não os ouvintes de música.

A tecnologia digital dos dias de hoje permite que qualquer um faça e partilhe cópias. As companhias discográficas procuram agora usar o direito do copyright para negarem-nos o uso deste avanço tecnológico. Uma lei que era aceitável quando restringia apenas as editoras é hoje uma injustiça porque proíbe a cooperação entre os cidadãos.

Impedir as pessoas de partilharem vai contra a natureza humana e a propaganda Orwelliana segundo a qual “partilhar é roubar” cai habitualmente em orelhas moucas. Parece que a única forma de impedir as pessoas de partilharem é com uma Guerra sem quartel Contra a Partilha. Daí que as companhias discográficas, através dos seus braços jurídicos como a RIAA, processam adolescentes por centenas de milhares de dólares por partilharem. Enquanto isso, conspirações corporativas para restringir o acesso público à tecnologia desenvolveram sistemas de Gestão Digital de Restrições, concebidos para algemarem os utilizadores e impossibilitarem a cópia. Entre os exemplos incluem-se o iTunes bem como os DVDs e os discos Blu-Ray (para mais informações ver DefectiveByDesign.org.) Embora estas conspirações violem os direitos dos consumidores, os governos são sistematicamente incapazes de as perseguir.

Não obstante estas medidas, a partilha continua; o impulso humano de cooperar é forte. Por isso as companhias discográficas e outros editores exigem medidas cada vez mais repressivas para castigar os partilhadores. Em Outubro de 2008 os Estados Unidos aprovaram uma lei que prevê a apreensão de computadores usados na partilha não autorizada. A União Europeia está a considerar uma directiva que contempla a cessação do serviço de Internet para as pessoas que foram acusadas (e não condenadas) de partilharem; veja laquadrature.net caso pretenda opor-se . A Nova Zelândia já aprovou uma lei semelhante em 2008.

Numa conferência recente sobre cinema ouvi uma proposta para exigir às pessoas que provem a sua identidade caso queiram aceder à Internet; tal monitorização ajudaria a esmagar as vozes dissonantes e a democracia. A China anunciou uma política semelhante para os cibercafés. Será a União Europeia a próxima? Um deputado britânico propôs uma pena de prisão de dez anos para os partilhadores. Isto não foi – ainda – aprovado.  Entretanto, no México as crianças estão a ser convidadas a denunciar os seus próprios pais, ao jeito soviético, em caso de partilha não autorizada. A crueldade que a indústria do copyright propõe para a sua Guerra Contra a Partilha parece não ter limites.

O principal argumento das companhias discográficas para proibir a partilha é que ela provoca a “perda” de empregos. Mas no fim de contas, esta afirmação não passa de uma mera suposição (1). Mesmo se fosse verdade, isso não justificaria a Guerra Contra a Partilha. Deveremos proibir as pessoas de fazerem as suas próprias limpezas domésticas para evitar a “perda” de empregos no sector das limpezas? Proibir as pessoas de cozinharem as suas próprias refeições ou impedi-las de partilharem receitas para evitar a “perda” de postos de trabalho no sector da restauração? Argumentos como estes são absurdos porque o “tratamento” é bastante mais prejudicial do que a “doença”.

As companhias discográficas também sustentam que a partilha de música retira dinheiro aos músicos. Isto é o tipo de meia-verdade que é pior do que uma mentira – exceptuando o facto do seu grau de verdade ser bastante menos que metade.

Mesmo que aceitemos a sua pressuposição – frequentemente falsa mas ocasionalmente verdadeira – de que você teria comprado uma cópia da mesma música, apenas os músicos super-estrelas com uma longa carreira acabariam por receber o seu dinheiro. As companhias discográficas intimidam os músicos desde o início das suas carreiras por meio de contratos com termos desvantajosos que os amarram a elas por um prazo de cinco ou sete álbuns. O número de cópias vendidas dos discos editados nos trâmites destes contratos raramente é suficiente para que os músicos recebam sequer um cêntimo. Para mais detalhes consulte este link. À parte estas super-estrelas com uma longa carreira, a partilha apenas reduz as receitas que as companhias discográficas usam para processar os fãs de música.

Em relação aos poucos músicos cujos contratos não os exploram, as super-estrelas com uma carreira estabelecida, não constitui um problema especialmente grave para a sociedade ou para a música caso eles ficarem ligeiramente menos ricos. Não existe qualquer justificação para a Guerra Contra a Partilha. Nós, o público, devíamos pôr um fim a ela.

Alguns argumentam que as companhias discográficas nunca irão conseguir impedir as pessoas de partilharem, que é impossível travar a partilha (2). Dada a relação de forças assimétricas entre os grupos de pressão das editoras discográficas e os fãs de música, desconfio das previsões sobre quem irá vencer esta guerra; de qualquer modo, seria uma loucura subestimar o inimigo. Devemos pressupor que qualquer um dos lados poderá vencer e que o desfecho depende de nós.

Para além do mais, mesmo que as companhias discográficas nunca consigam esmagar a cooperação humana elas já provocam bastante sofrimento ao tentarem acabar com ela e tencionam provocar muito mais. Em vez de permitir que persigam com a sua Guerra Contra a Partilha até que admitam que é inútil, devemos travá-las o quanto antes. Devemos legalizar a partilha.

Alguns dizem que a sociedade em rede não precisa mais de companhias discográficas. Eu não apoio esta posição. Nunca pagarei por um download de música enquanto não o poder fazer de uma forma anónima pelo que quero poder comprar CDs anonimamente numa loja de discos. Não desejo o fim das editoras discográficas em geral mas não cederei a minha liberdade para que possam subsistir.

O objectivo do copyright – nas gravações de música ou em tudo o resto – é simples: incentivar a criação e a arte. Trata-se de um fim desejável mas existem limites ao que isto pode justificar. Impedir as pessoas de partilharem numa esfera não comercial é pura e simplesmente demais. Se queremos promover a música na era das redes informáticas, devemos escolher métodos adequados ao que queremos fazer com a música e isto inclui a partilha.

Seguem-se algumas sugestões do que poderemos fazer:

  • Os fãs de certos tipos de música poderiam organizar clubes de fãs que apoiariam as pessoas que gostam desse tipo de música.
  • Podíamos aumentar os fundos dos programas governamentais actualmente existentes que apoiam o sector de música ao vivo.
  • Os artistas poderiam recolher fundos para obras dispendiosas através de subscrições em que os fundos seriam devolvidos caso a obra não fosse produzida.
  • Muitos músicos recebem mais dinheiro com o merchandising do que com os discos. Se derem o salto para o financiamento baseado na venda de merchandising não terão qualquer razão para restringir a cópia; muito pelo contrário.
  • Podíamos apoiar os artistas musicais com fundos públicos distribuídos directamente a eles em termos proporcionais com a raiz cúbica da sua popularidade. Isto significa que se a super-estrela A é 1000 vezes mais popular do que o artista talentoso B, A irá receber dez vezes mais em fundos públicos do que B. Esta forma de repartir o dinheiro é um modo eficiente de promover uma grande diversidade de música.A lei deveria assegurar que as companhias discográficas não poderiam confiscar estes fundos aos artistas, uma vez que os antecedentes demonstram que elas irão tentar fazê-lo. Falar em “compensar” o “detentor de direitos” é uma forma velada de propor a concessão da maior parte do dinheiro às companhias discográficas em nome dos artistas.Estes fundos podiam vir do orçamento geral ou de um imposto especial sobre algo vagamente associado à audição de música como CDs/DVDs virgens ou o acesso à Internet. Qualquer uma das soluções seria adequada.
  • Apoie artistas mediante pagamentos voluntários. Isto já funciona razoavelmente bem para alguns artista, incluindo os Radiohead, Nine Inch Nails e Jane Siberry (sheeba.ca), mesmo com o inconveniente de ter que usar sistemas que exigem do comprador um cartão de crédito.Se todo o fã de música pudesse pagar facilmente com dinheiro digital, se cada leitor de música tivesse um botão para enviar um euro aos artistas que criaram esse tema que acabaram de ouvir, você não clicaria ocasionalmente nele, talvez uma vez por semana? Somente os pobres e os muito avarentos se recusariam a tal.

Você poderá ter outras boas ideias. Vamos apoiar os músicos e legalizar a partilha.

1. Leia este artigo mas cuidado com o seu recurso ao termo propagandista “propriedade intelectual” que gera confusão ao agrupar uma série de leis díspares. Veja este link para saber porque é que nunca é boa ideia usar este termo.

2. Leia the-future-of-copyright (tradução portuguesa aqui)

Copyright 2009 Richard Stallman

Este artigo foi publicado segundo a licença Creative Commons Atribuição Não a Obras Derivadas versão 3.0.

Tradução livre do texto de Richard Stallman feita por Miguel Caetano

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Aug 23 2009

Quem ajuda a desenvolver o kernel Linux

Publicado por Bruno Miguel em linux
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Se ainda acham que o software livre é amador, vejam só este exemplo dos nomes que estão por detrás do desenvolvimento do Linux:

  1. Red Hat: 12.3%
  2. IBM: 7.6%
  3. Novell: 7.6%
  4. Intel: 5.3%
  5. Independent consultant: 2.5%
  6. Oracle: 2.4%
  7. Linux Foundation: 1.6%
  8. SGI 1.6%
  9. Parallels 1.3%
  10. Renesas Technology: 1.3%
  11. Academia: 1.2% (instituições de ensino superior)
  12. Fujitsu: 1.1%
  13. MontaVista: 1.1%
  14. MIPS Technologies: 1.1%
  15. Analog Devices: 1.0%
  16. HP: 1.0%

Estes números fazem parte da actualização de um estudo promovido pela Linux Foundation. Podem consultá-lo aqui.

via CNet

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Aug 13 2009

MAPINET, IGAC, PT e Direitos de Autor

Publicado por Marcos Marado em Direitos Digitais
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Chegou-me a notícia através do Público que a PT teria sido «obrigada a barrar acesso a 27 sites “piratas”». Aconselho a leitura do artigo. Teço alguns comentários:

1) A notícia foi divulgada à comunicação social pelo “lobby anti-pirataria MAPiNET”. De estranhar que uma notificação enviada pela IGAC – orgão público – tenha chegado ao conhecimento a um lobby privado representante de interesses de um grupo de detentores de direitos de autor antes de ter chegado ao conhecimento do próprio ISP supostamente “obrigado” a actuar. Qual é a relação do MAPiNET com a IGAC? Qual o seu contacto priviligiado que lhes permitiu tomar conhecimento do caso antes da comunicação social em geral?
2) A IGAC notificou a PT para que tome um conjunto de dois tipos de acções em relação a 27 sites. Qual é o poder jurídico da IGAC para fazer tal notificação? Onde está o mandado judicial? Onde está a prova da alegada infracção da Lei do Comércio Electrónico?
3) Vera Castanheira, da MAPiNET, indicou ao PÚBLICO que “todos os sites em questão” procedem “à violação de direitos de autor e direitos conexos, visto que disponibilizam ilegalmente obras protegidas”. Felizmente o Público lista os sites em questão, e dei-me ao trabalho de visitar 7 dos 27 sites referidos, como amostra. Não observei a infracção de direitos de autor em nenhum deles, visto que todos se limitam a disponibilizar links para outros sites, e, não estando os links protegidos por direitos de autor, estes não podem ser considerados ilegais. Se o fossem, também a notícia do Público, ao indicar os ditos links, estaria a violar a referida lei. E os motores de pesquisa, com o da Google, também.
4) Das duas acções pedidas pela IGAC à PT, uma delas é a remoção de quatro sites – o que me parece a forma correcta de agir quanto a sites com conteúdos ilegais, assim que haja uma decisão *em tribunal* que decida essa remoção. A outra é uma acção sem precedentes em Portugal: obrigar o ISP a negar serviço aos seus clientes no que diz respeito ao acesso a um conjunto restrito de sites web. Ora, caso se prove que a actividade dos sites é ilegal, a acção a tomar deverá ser aplicada sobre esses sites (e quem os disponibiliza) e não a terceiros. Caso esses sites sejam declarados ilegais à luz da Lei Portuguesa, não é a pessoa que acede ao site nem aos intermediários (como os ISP) que facilitam esse acesso que estão a cometer uma ilegalidade, mas sim quem disponilibiza o site quem está a infrigir a Lei.

Assim sendo, esperemos que a PT veja o caso com os mesmos olhos que nós no “Programas Livres”, e que não se deixe intimidar pela mediatização deste pedido. a PT deve respeitar a Lei, mas não ceder a pressões externas, sejam elas de lobbies como o MAPiNET, de instituições Públicas como a IGAC ou da Comunicação Social. O trabalho de um ISP é, como o próprio nome indica, ser um “Service Provider”, pelo que ceder a estas pressões é, ao mesmo tempo, mal-servir os seus clientes. Queremos que a PT cumpra a Lei, mas queremos que isso aconteça assim que seja, por lei, intimada a isso – nunca antes.

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Jul 30 2009

OpenCart

Publicado por Nelson Silva em OpenWeb
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OpenCart é uma platafroma de comércio online baseado em PHP. Esta plataforma suporta o sistema de “carrinho de compras” e permite a criação de uma solução de comércio eletrónico, ideal para pequenas empresas a um custo minimo.

 opencart thumb OpenCart

 

Entre as suas caracteristicas mais interesasntes encontram-se a possibilidade de criar categorias, produtos e marcas, sem qualquer tipo de limite, o suporte a várias moedas, a possibilidade dos clientes inserirem reviews dos produtos, redimensionamento automático das imagens do produtos e o suporte a mais de 20 sistemas de pagamento.

 

A interface é agradavél e extremamamente intuitiva e o backoffice é bastante funcional.

 

Um demo deste serviço pode ser experimentado aqui, e o download está disponivel aqui.

 

Nélson Silva Nélson Silva escreve no PL todas as quintas um artigo sobre OpenWeb. Podem encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.
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