Sep
14
2008
Aproveitando o último post do Marcos Marado sobre o serviço de aluguer de músicas da TMN, venho falar-vos (ou será escrever-vos?) de um serviço que realmente vende músicas, sem que sejam obrigados a gramar com DRM. Esse serviço é o Magnatune. Algumas das suas características são:
- comercialização das músicas em formatos livres, sejam eles lossy ou lossless (Ogg e FLAC);
- possibilidade de ouvir um álbum antes de o comprar;
- possibilidade de licenciar as músicas sob licenças livres, como a Creative Commons, para que possam ser usadas sem qualquer problema em projectos não comerciais;
- podem legalmente partilhar qualquer música ou álbum que adquiram com até três amigos;
- se necessitarem de voltar a descarregar uma música que compraram, apenas precisam de fornecer o vosso email para terem uma nova cópia sem terem que a pagar outra vez;
- podem escolher o preço que querem pagar por cada música ou álbum.
Bem mais interessante e honesto que o serviço da TMN, não é? Em vez de gastarem o vosso dinheiro no serviço de aluguer de músicas da TMN, adquiram-nas no Magnatune ou num serviço semelhante.
Por falar em serviços semelhantes ao Magnatune, se conhecerem algum, deixem-no nos comentários.
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Sep
13
2008
O tema já aqui foi debatido diversas vezes. Um resumo: chama-se DRM a um conjunto de tecnologias, entre as quais as tecnologias contra a cópia, que, quando aplicadas a um produto, restringem o comprador desse mesmo produto da sua liberdade em fazer o que quiser com o mesmo, e dos direitos que tem sobre ele. Mas tive de voltar a trazer o tema à baila, graças a dois eventos distintos que ocorreram nos últimos quinze dias.
A TMN decidiu recentemente lançar uma campanha publicitária sobre um novo serviço que têm, anunciando-o como um produto, e com alguns erros. Assim, para o bem dos leitores do PL, aqui fica a correcção:
- O serviço que a TMN está a disponibilizar permite-vos alugar música, e enquanto continuarem a pagar o serviço poderão usufruir da música, mas assim que deixarem de pagar, a música deixa de ser reproduzível. Assim, trata-se de um serviço de aluguer e não de compra.
- O serviço não permite o aluguer de ficheiros MP3, tal como anunciado: os ficheiros, num outro formato e com outras tecnologias embebidas - incluindo um sistema de DRM - só tocarão em computadores com o sistema operativo Windows, e apenas no leitor de música Windows Media Player. Não tocará no vosso leitor de mp3, ou no vosso programa de reprodução de música favorito, caso este não seja o Windows Media Player.
Já no mercado internacional, a Electronic Arts lançou o mui falado jogo “Spore”.

A sátira apresentada nesta tira do Penny Arcade reflecte as preocupações que a comunidade de gamers começou a demonstrar assim que soube que este jogo ia ser lançado com um sistema de DRM, presumidamente para evitar a pirataria. Em Maio passado uma representante da Electronic Arts explicou o que é que este sistema de DRM iria ou não fazer, e o que é que os consumidores iriam ou não poder fazer. Alguns dos aspectos são:
- Não é permitida a cópia privada do DVD em que o jogo é comprado
- Não é permitido jogar o Spore sem que o DVD esteja inserido
- O jogo só é instalável três vezes
Agora que o jogo foi lançado, o feedback tem sido extremamente negativo: não só pelo facto do jogo não cumprir com as espectativas criadas, mas principalmente porque o jogo tem DRM. À ZDNET, 95% dos leitores disse que não compraria um jogo com DRM, mas na Amazon o DRM levou o produto a estar classificado com nota mínima.
Serão os ouvintes Portugueses tão astutos como os jogadores a nível mundial?
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