Nov 10 2008

A interoperabilidade, quando nasce, não é para todos

Published by Bruno Miguel under locais

Há vários anos que ouço as pessoas usarem a expressão «O sol, quando nasce, não é para todos» sempre que, de alguma forma, se sentem injustiçadas e/ou discriminadas. Hoje, quando lia o último post do da Ângulo Sólido, constatei que ela se estende às tecnologias: «A interoperabilidade, quando nasce, não é para todos».

Por estranho que possa parecer, o site escolas.internet.gov.pt só pode ser acedido com o browser proprietário Explorer. Os outros browsers, , Icecat, Flock, Epiphany ou Konqueror, por exemplo, são presenteados com uma mensagem a dizer que o browser não é suportado. Nem num regime como o existente em Myanmar é compreensível e aceitável, quanto mais num de direito com valores democráticos.
Será que esse site tem algo que só o browser da suporta? A julgar pelo screenshot que me foi possível obter com o browsershots.org, não. Então porque obrigam os utilizadores a usar uma aplicação proprietária para ver o site?

Isto é execrável. Parece que ainda estamos na Idade das Trevas.

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Aug 26 2008

Empresa estatal brasileira abraça o Debian GNU/Linux

Published by Bruno Miguel under notícias livres

No , a responsabilidade do processamento de fica a cargo da SERPRO, uma empresa estatal de tecnologias de informação e uma das maiores do ramo na América Latina. A tem mais de 10 mil funcionários e receitas anuais a rondar os mil milhões de dólares.

Durante o Day 2008 que se realizou na cidade de Porto Alegre, a anunciou que vai mudar toda a sua infraestrutura para Debian GNU/Linux. Serão várias centenas de máquinas a correr uma das mais conhecidas distribuições de GNU/.

Para além de passar a usar o GNU/, o passará a ter uma colaboração próxima com este projecto.

via Debian Wiki

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Aug 02 2008

Vigia

Published by Marcos Marado under notícias livres

Vigia - ou, em legalês, “conservação de gerados ou tratados no contexto da oferta de serviços de comunicações electrónicas publicamente disponíveis ou de redes públicas de comunicações” - foi esta a lei que foi aprovada no passado dia 17 de Julho de 2008 em , tornando-se a Lei n.º 32/2008, que transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 2006/24/CE, do Europeu e do Conselho, de 15 de Março.

Ainda que bem melhor do que a directiva em si, e melhor do que a texto inicialmente proposto pelas entidades que redigiram esta Lei, não podemos deixar de tecer os nossos comentários.

Em primeiro lugar, há que estipular o enquadramento, e dizer sem ressalvas que esta é uma das muitas Leis incluídas do “pacote ”: aquelas que só existem e foram aprovadas através do recurso ao , incutido e englobado no pretexto da iminência da “ameaça terrorista”, algo que se veio tornando comum pós-11/Set. Define a própria Lei que aqui se examina «Crime Grave» como sendo

“crimes de , criminalidade violenta, criminalidade altamente organizada, sequestro, rapto e tomada de reféns, crimes contra a identidade cultural e integridade , contra a do , falsificação de ou títulos equiparados a e crimes abrangidos por convenção sobre da aérea ou marítima.”

A Lei em si, dita que, a partir do momento em que seja publicada uma portaria a definir quais os mecanismos tecnológicos certos para a preservação dos recolhidos, todos aqueles que providenciem “serviços de comunicação” têm três meses para os adaptar de forma a que um conjunto enorme de - relativos a quem usou o , quando, e para com quem - passem a ser registados e guardados durante o prazo de um .

Podemo-nos focar em dois aspectos desta lei: o facto de ela estar a criar um de vigia, em que todas as comunicações são registadas porque podem, potencialmente, ser usadas para fazer “comunicações criminosas”, estabelecendo assim que todos são “potenciais culpados”, ou então o facto de esta mesma lei, para o conseguir, está a restringir a de todos aqueles que quiserem, em , criar um que possa ser usado para efeitos de comunicação, porque estes passam agora a ser obrigados a registar todas essas comunicações. E que não se julgue que esta lei vai afectar apenas os ISP’s e as de telecomunicações: cada vez mais existem serviços que permitem a comunicação entre utilizadores - mas quão seguros serão estes sistemas, quando o anonimato tem de ser abolido para a desta lei?

Liam-se já no passado, aquando da aprovação da directiva comunitária, opiniões sobre esta Lei:

Leis semelhantes a estas (algumas bem piores, diga-se) foram aprovadas nos EUA, após o 11 de Setembro, levando ao encerramento de muitos Talkers, já que os autores se recusaram a manter sobre os utilizadores.

Mais uma lei que, a ser aprovada, irá permitir mais uma forma de controlo sobre a sociedade. É para os governantes incutirem medos na população, neste caso, basta mencionar o vocábulo .
E fazendo uso dos medos das pessoas lá vão arranjando leis que permitam controlar as populações…

A The Foundation for a Free Information Infrastructure (FFII) considerou, aquando da directiva, que

O Europeu aprovou hoje uma directiva que criará a maior de de a nível mundial, monitorizando todas as comunicações dentro da UE

e já depois desta lei ter sido aprovada em , outros Portugueses a comentam:

com a introdução desta directiva europeia, estamos a caminhar a passos largos para a tal (Des)Ordem Mundial, o tal Único Mundial, que muitos mencionam e que a cada dia se torna mais presente e mais sufocante.

Até quando vamos deixar os nossos dirigentes políticos recorrerem ao para nos controlar?

mmarado Vigia Marcos Marado escreve no
PL ao Sábado sobre Digitais.
Podem
encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.

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Jul 19 2008

Programas Livres e o Governo

Published by Marcos Marado under Direitos Digitais

Foi uma quinzena prolífica com assuntos sobre os quais escrever, mas a escolha recaiu para este por ser, talvez, o mais grave de todos os anúncios feitos nos últimos tempos.

Na defesa e informáticas, é costume referir-se que um bom profissional na área tem de ter um pouco de paranóico. É um conceito que não deve ser tomado levianamente: a informática é um trabalho que nunca está feito, e quando não se vêm resultados é quando as coisas estão a correr melhor. O trabalho na informática só é posto em causa quando a dita foi comprometida. Assim, “ser paranóico” significa saber que “tudo o que pode acontecer, vai acontecer”, e o trabalho de defesa informática passa por identificar potenciais vértices de ataque, e proteger-se deles.

Assim, não deixa de ser irónico ler na comunicação social que o Ministério da Defesa fez estabeleceu uma parceria com a Norte-Americana para a criação de um centro de investigação. Dessa notícia, destaco o seguinte:

Esta parceria [...] estabelecerá e desenvolverá uma plataforma de trabalho conjunto para potenciar a economia de local em torno do mercado da defesa nacional. Neste campo, a quer integrar as componentes desenvolvidas no Language Development Centre de Lisboa, utilizando a língua portuguesa nos respectivos interfaces e disponibilizar conteúdos técnicos necessários ao Centro de Inovação, nomeadamente através da criação de uma biblioteca sobre a plataforma .NET, da organização de workshops e acções de formação com vista à utilização e à das tecnologias emergentes necessárias às actividades do centro.

Vejamos:

  • O Ministério de Defesa Português estabeleceu uma parceria com uma empresa Norte-Americana para a criação de um centro de investigação
  • o para a defesa nacional vai integrar componentes desenvolvidas pela dita empresa Norte-Americana
  • os técnicos estarão disponíveis através de uma biblioteca sobre uma plataforma proprietária e fechada, da dita empresa Norte-Americana
  • ao abrigo deste protocolo, a dita empresa irá incentivar a utilização e proceder à das suas tecnologias

Neste caso, nem vale a pena pegar no ponto em que se vê o Português estar a estabelecer uma parceria com uma empresa condenada pela União Europeia. Servir-nos-à apenas destacar o facto do Ministério de Defesa Português estar a colocar-se, voluntariamente e de agrado, à mercê de uma empresa estrangeira, cujo background não é de louvar, passando a usar proprietário e fechado, do qual não poderá validar e apenas confiar na sua , e, como agradecimento, promove a publicitação dos produtos da dita empresa.

Fica-nos ainda um gosto amargo por não saber porque não houve concurso público para a atribuição desta parceria, ou a curiosidade em saber quem é que tomou a decisão de entregar desta forma a Defesa Nacional, quanto temos em Sistemas Operativos abertos como o Alinex ou a Caixa Mágica, quando temos em institutos dedicados à questão da como o CERT do Instituto Pedro Nunes, quanto temos em variadíssimas que trabalham de uma forma mais aberta e clara, como as várias -membro da ESOP.

Fica-nos um gosto amargo por ver-mos o gastar milhões num que, em vez de melhorar a situação no país, a piora.

mmarado Programas Livres e o Governo Marcos Marado escreve no
PL ao Sábado sobre Digitais.
Podem
encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.

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Sep 05 2007

Dia da Liberdade de Software - Dias 14 e 15 de Setembro de 2007

Published by Luís Bastos under notícias livres

O João Fernando Costa Júnior é amigo/colaborador do PL. É também ele que disponibiliza um para o cd no . É com gosto que publicito aqui um organizado por ele e onde será distribuido o cd .

: Dia da de - Dias 14 e 15 de Setembro de 2007

logo
O Espírito Livre e GuBrO-ES se orgulham em anunciar que o do Espírito Santo sediará um especial nos dias 14 e 15 de Setembro: estaremos comemorando o “Dia da de !” Este é o maior global de celebração e difusão da de , com centenas de times participando ao redor do . O , até o momento com 3 (três) cidades que estarão se manifestando neste dia. O ES não podia ficar de fora dessa!

Em um cada vez mais digital, mais e mais pessoas dependem de softwares em suas experiências diárias. O influencia como interagimos com os outros, desfrutando de meios distintos, votamos, pagamos, e trilhamos nosso caminho. O aponta nossa forma de vida, nossas liberdades básicas como de associação, de pensamento, de escolha e mais, sem esquecer que das muitas pessoas não se dão da importância e da influência do e outras tecnologias em suas vidas.

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Jul 17 2007

Italia e Japão procuram liberdade no software

Published by João Matos under notícias livres

tux italyO Italiano, segundo uma proposta da oposição, decidiu a doptar linux, especificamente o da para substituir os sistemas actualmente instalados nos do .

odf-dist Italia e Japão procuram liberdade no softwareO Japão tornou-se o primeiro pais asiático a adoptar o Open Document Format (), como dos oficiais nos seus diferentes ministérios.

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Jun 17 2007

Computadores Venezuelanos com Software Livre

Published by João Matos under notícias livres

computador da VenezuelaO da esta a iniciar a produção de localmente para uso na administração publica e posterior venda local e exportação. Estes similares a de marcas conhecidas custarão menos cerca de 400 dólares e segundo o presidente venezuelano terão ainda mais valor pois “virão com e 3 anos de garantia.”
O presidente venezuelano espera desta forma aumentar a produção tecnológica e reduzir a dependência tecnológica do estrangeiro.
Relativamente ao sistema operativo a escolha recai sobre o e especificamente o , para “promover o desenvolvimento tecnológico” e ajudar a “atingir a tecnológica.

Noticia completa.

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Dec 03 2006

Estado apoia software aberto

Published by Pepe under notícias livres

O português apoia a de aberto na administração pública.

O capítulo IV do Programa do XVI Constitucional, no seu ponto 5. Sociedade da Informação e do Conhecimento, enuncia como uma das principais acções de cariz interministerial, a implementar no âmbito do Electrónico, o apoio à de aberto na administração pública.

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