Jun 29 2009

Presidente brasileiro discursa no FISL

Published by Bruno Miguel under notícias livres

Um dos convidados da 10ª edição do FISL foi o presidente brasileiro Lula da Silva. Parte do seu discurso está disponível em vídeo no site do evento e merece ser visto. Podem descarregá-lo, em Ogg Theora/Vorbis, aqui.

Porque nós tínhamos que escolher: ou nós íamos para cozinha preparar o prato que nós queríamos comer, com os temperos que nós queríamos colocar e dar um gosto brasileiro na comida, ou nós iríamos comer aquilo que a Microsoft queria vender para a gente.

As palavras são do presidente brasileiro. É raro ver um político com esta eloquência e visão quando se trata de tecnologia.

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Jan 02 2009

ODF obrigatório nas instituições públicas brasileiras

Published by Bruno Miguel under opiniões

Eu não tenho vergonha de ser português, nem nada perto disso, mas tenho vergonha do nosso atraso tecnológico e das más decisões tecnológicas feitas por terras lusas. Enquanto parte do mundo anda a evoluir tecnologicamente, nós repetimos os erros do passado e continuamos a entregar o nosso futuro tecnológico a empresas de software fechado/ditatorial; enquanto nós continuamos a usar formatos fechados na administração pública, noutros países, como o Brasil, a utilização de formatos abertos e livres passou a obrigatória.

O ODF, em Abril do ano passado, já tinha sido adoptado como norma brasileira. Agora, quando a versão 4.0 dos Padrões de Interoperabilidade de Governo Electrónico (e-PING) foi publicada, passou a obrigatório. O anúncio foi feito pelo SERPRO em comunicado, que deixo aqui transcrito.

A nova versão publicada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento adota o Open Document Format (ODF), como formato padrão para guarda e troca de documentos eletrônicos no governo federal.

A adoção do ODF já vinha sendo discutida dentro do governo. No mês de agosto, em Brasília, durante o Congresso Internacional Sociedade e Governo Eletrônico - Consegi 2008, diversas instituições assinaram o Protocolo Brasília, um documento público de intenções para adoção de formatos abertos.

Até a última versão da e-Ping o formato ODF constava com o status de recomendado pelo documento, sendo facultativo aos órgãos o uso, na versão 4.0 o ODF assume característica de adotado, dessa forma, torna-se obrigatório para todos os órgãos da administração direta, autarquias e fundações.

DFD FlagO padrão ODF é reconhecido pela ISO, através da Norma ISO/IEC 26300O ODF, de 2006. O padrão ODF, também, foi aprovado como norma nacional pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), sob o código NBR ISO/IEC 26.3000. O ODF por ser um padrão aberto, também é multiplataforma, permitindo a liberdade de escolha do usuário. Outra característica importante é a vantagem que oferece em relação a guarda dos documentos eletrônicos, na medida que não está preso a nenhuma suíte de escritório e, conseqüentemente, a suas versões. O formato é livre de royalties e não tem limite de reutilização.

Comunicação Social do Serpro - Brasília, 30 de dezembro 2008

Se dizemos viver numa democracia, porque continuamos a não levar esses valores para o campo tecnológico? As empresas continuarão a ter lucros à mesma, a tecnologia continuará a evoluir (arrisco a dizer que irá evoluir mais rapidamente com software livre), os cidadãos continuarão a poder usar os seus computadores. Só haverá uma diferença: será justo para todas as partes e não apenas para quem desenvolve software.

Se não fizermos a mudança para software livre, estaremos a comprometer o nosso presente e futuro, e o futuro das gerações vindouras. Seremos uns saloios provincianos que acham que fazem grande coisa quando, na realidade, não estão a fazer nada de jeito.

{via Software Livre no Sapo}

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Nov 14 2008

Marcos Mazoni fala sobre o software livre no Brasil

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Marcos Mazoni é o presidente da Serpro, a maior empresa de tecnologias de informação da América Latina, e uma das figuras mais proeminentes do software livre no Brasil. Há uma semana, deu uma entrevista ao site do SoftwareLivreRio, onde fala da tentativa de tornar o mercado do software livre auto-suficiente e de outros assuntos.

No final da entrevista, ficamos um pouco com a ideia do bom estado de saúde do ecossistema empresarial brasileiro à volta do software livre. Também ficamos… verdes de inveja. Se não acreditam, leiam a entrevista.

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Nov 12 2008

O impacto do software livre no sector público: entrevista a Cláudio Dutra e Pedro Luiz Viesser

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O Brasil é pródigo na adopção de software livre no sector público. Isso tem um impacto, mas qual? Será um impacto positivo, negativo; será esse o melhor caminho? A resposta a estas e outras perguntas estão na entrevista dada por Cláudio Dutra, um dos directores da empresa de TI do Estado do Paraná, e Pedro Luiz Viesser, responsável pela coordenação da implementação de serviços de rede da mesma empresa, ao site Free Software in Latin America.

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Oct 15 2008

Utilização de software livre nas eleições brasileiras é um sucesso

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A utilização de um sistema livre, neste caso o GNU/Linux, nas máquinas de voto brasileiras correu, de acordo com o Augusto Campos do br-linux.org, sem percalços. A juntar a este relato, o Augusto Campos anexa algumas fotografias do processo de arranque das máquinas e um vídeo que gravou, com a permissão da Secretaria de Tecnologia de Informação do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina.

Apesar destas urnas electrónicas terem sido adquiridas à Diebold, empresa que está envolta em polémicas de fraude eleitoral nos Estados Unidos da América, o software utilizado nelas é livre, e por isso todos os partidos podem analisar o código. Os binários são assinados digitalmente pelos partidos, para que possam comprovar sem problemas que o software das máquinas é o oficial.

Desculpem-me, mas estas lições que o Brasil nos dá é quase como «bater no ceguinho». Chega a um ponto que cansa ver os outros fazerem as coisas bem enquanto nós continuamos na mesma.

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Oct 09 2008

Brasil: um caso de sucesso de e-voting com software livre

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Ao contrário dos Estados Unidos da América, que usa máquinas de voto electrónico com software proprietário (e que têm estado debaixo de fogo nos últimos tempos por suspeita de irregularidades), o Brasil usou com sucesso máquinas de voto a correr software livre. Em concreto, as máquinas usavam o GNU/Linux.

Actualmente, o Brasil tem perto 450 mil máquinas de voto para permitir aos perto de 120 milhões de brasileiros a escolha do seu candidato. Para o ano deverão haver mais destas máquinas porque, de acordo com Antonio Eso, da Comissão Eleitoral Regional de São Paulo, todos os anos o número de votantes aumenta 6%, obrigando ao fabrico de mais máquinas.

{via O Vigia e BBC.co.uk}

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Sep 30 2008

Brasil começa a migrar para o ODF

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O governo brasileiro deu inicio ao processo de implementação do formato padrão livre ODF na administração pública, conhecido como Protocolo de Brasília. Este protocolo foi assinado por várias instituições, empresas e governo durante a CONSEGI 2008.

A implementação deste formato padrão livre nas instituições públicas brasileiras inclui mais de 500 mil desktops. Um projecto de grande dimensão que devia servir de exemplo a Portugal.

{via Free Software in Latin America}

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Aug 26 2008

Empresa estatal brasileira abraça o Debian GNU/Linux

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No Brasil, a responsabilidade do processamento de dados fica a cargo da SERPRO, uma empresa estatal de tecnologias de informação e uma das maiores empresas do ramo na América Latina. A SERPRO tem mais de 10 mil funcionários e receitas anuais a rondar os mil milhões de dólares.

Durante o evento Debian Day 2008 que se realizou na cidade de Porto Alegre, a SERPRO anunciou que vai mudar toda a sua infraestrutura para Debian GNU/Linux. Serão várias centenas de máquinas a correr uma das mais conhecidas distribuições de GNU/Linux.

Para além de passar a usar o Debian GNU/Linux, o SERPRO passará a ter uma colaboração próxima com este projecto.

via Debian Wiki

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Jul 01 2008

KURUMIN NG 8.06

bootsplash 1 300x224 KURUMIN NG 8.06

Lançada recentemente esta versão New/Next Generation do kurumin que não é mais do que “união” de esforços por parte de Carlos Morimoto (kurumin) e de Leandro Santos (kalango). Ainda bem que o fizeram já que cada um tinha resolvido abandonar os respectivos projectos.
Embora não os conheça pessoalmente e nunca ter trocado com eles mais do um ou outro comentário ou e-mail (contam-se com os dedos de uma mão) na verdade são velhos conhecidos desde o tempo em que eu comecei a comprar a PC Master. Agora já não a compro, apenas devido ao atraso de cerca de 6 meses que uma simples revista demora a chegar a Portugal, mas tenho acompanhado o trabalho deste pessoal, principalmente Carlos Morimoto, no Guia do Hardware.
Esta versão 8.06 segue a já habitual linha de facilidade de instalação/configuração o que a torna numa séria candidata a ser uma das primeiras experiências de todos os que pretendam experimentar a “liberdade”. Desta vez é baseada no kubuntu e é mesmo muito fácil de lidar bastando descarregar o ISO, gravar um Live CD e arrancar o computador através desse mesmo CD e posteriormente instalado caso gostem do que viram. Logo no início, embora não tenha a opção de poder escolher a linguagem a utilizar ficando-se pelo português do Brasil e Inglês, pode e deve-se optar pelo teclado Português de Portugal bastando, para isso, premir a tecla F3 e escolher.
Neste meu computador (Paix) tudo correu às mil maravilhas tendo detectado todo o hardware logo à primeira e é esse exactamente o objectivo desta distribuição essencialmente dirigida para o “desktop”:
- Fácil;
- detecção imediata de quase todo o hardware;
- conjunto de ferramentas que permitem instalar todos os codecs;
- evita ao máximo a inclusão de mais do que um programa para determinada função.

Absolutamente recomendável, diria quase indispensável para os mais novatos.

Quem quiser experimentar já sabe que pode ir ao site do costume - “darkstar“.


jocaferro KURUMIN NG 8.06 José Rocha escreve no PL todas as terças um artigo sobre Sistemas Operativos Abertos.
Podem encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.

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Jun 17 2008

SISTEMAS OPERATIVOS - LIVRES E ABERTOS

“Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida”.
Esta frase poderá prestar-se a tudo mas, especificamente neste caso, é mesmo uma realidade.
Todas as Terças irão contar, da minha parte, com um artigo ou notícia acerca de Sistemas Operativos Livres e Abertos e, quando possível, uma detalhada informação ou tutorial acerca de uma determinada distribuição.
Espero conseguir cobrir o espectro das várias hipóteses existentes desde as distribuições “Linux”, BSD ou OpenSolaris.

Hoje, como estou a iniciar a colaboração com Programas Livres, não vou apresentar qualquer Sistema Operativo. Optarei, antes, por “filosofar” um pouco acerca deste conceito.

Qual a vantagem de optar por um SO Livre e aberto?
A resposta é simples: escolha.

Pode, à partida, parecer um pouco simplista, mas na verdade esta escolha engloba muitos outros conceitos com o realce a recair sobre a liberdade.

Liberdade de escolher o que eu pretendo.
Liberdade de mudar.
Liberdade de experimentar.
Liberdade de fazer o que quiser com o que me é oferecido.
Liberdade de construir um SO à minha vontade.
Liberdade de o transportar para quantas máquinas quiser.
Liberdade de optar pelo proprietário se assim o entenderem.

Em suma: completa liberdade para tudo!

E quem não gosta e preza a sua liberdade?
O ser humano, com a sua capacidade de raciocinar, anseia e sempre ansiou pelo seu espaço. Imensas lutas tem sido travadas, desde tempos imemoriais, em busca deste ideal.
Porque há-de ser diferente com a tecnologia? Ou, posto de outro modo, porque não o fazer com a tecnologia que se encontra ao dispor, principalmente quando esta não lhe custa absolutamente nada e, para além do custo, também é absolutamente livre?

Ah!, podem alguns exclamar, mas tem custos pelo menos o tempo que gastamos.
Certo, sem dúvida. Só que o tempo que estão a gastar é produtivo ou seja, estão a aprender algo que poderá ficar para sempre e não a desperdiçar tempo em algo que daqui a dois ou três anos já não existe e lá terão que recomeçar de novo.
Nada como exemplos para ilustrar a teoria e o meu exemplo recorrente é o Brasil. Um país, que ainda há pouco tempo se encontrava tecnologicamente atrasado, ao enveredar pelo caminho do Software Livre e Aberto, tornou-se, em pouco tempo - menos de 5 anos -, numa das maiores potências mundiais no que concerne a este campo. Os nossos irmãos brasileiros começam a dar cartas no mundo inteiro e as solicitações por parte das principais empresas mundiais começam a aparecer em grande escala.

Um dos grandes problemas apontados à progressão deste ramo de negócio é a falta de técnicos e realmente existe um grande deficit de profissionais neste ramo que resulta numa procura muito superior à oferta.
Oportunidade de negócio?
Sim, sem qualquer sombra de dúvida. Se procurarem um pouco poderão certificar-se que os profissionais deste ramo ganham mais que os que se dedicam ao proprietário. Salvo as devidas excepções, como é óbvio.

Dedicar o vosso tempo a esta actividade é investir no vosso futuro. Tudo é gratuito, pelo que evitam a pirataria. E, na maioria dos casos, os conhecimentos que estão a assimilar adaptam-se perfeitamente quer ao mundo livre quanto ao proprietário.

Então o que impede alguém de mudar?
Provavelmente a acomodação. Vivemos numa sociedade, pelo menos no mundo que se diz “civilizado”, em que compramos tudo feito - sociedade “fast-food”, em que as grandes corporações dominam a seu belo prazer os governantes, em que o poder do dinheiro se sobrepõe ao “social” e em que grandes barbaridades são cometidas diariamente com a assinalável passividade da nossa parte.
Vivemos numa sociedade obesa, adaptados à curva do sofá e à forma das pantufas, adoramos o nosso umbigo e passivamente assistimos à barbárie que passa diariamente nos telejornais.

É óbvio que nem todos são assim. Felizmente!
Há sempre alguém, por vezes com um idealismo exacerbado como é o meu caso, que tenta lutar contra a maré. Dá trabalho e chatices sem conta mas, no “fim da viagem”, podermos sentir-nos bem com nós próprios e a satisfação de termos conseguido algo por mais ínfimo seja ilumina a imagem que todos os dias vemos no espelho.

E do lado do proprietário não há ninguém nas mesmas condições, podem perguntar.
Claro que sim. Os idealistas estão dos dois lados da barricada.

Afinal, quais as vantagens que posso tirar de toda esta estafa?
Relativamente poucas se estiverem a pensar em termos monetários, mas muitas se estiverem a pensar em realização pessoal.

Em resumo, não é um “wow” mas sim “Eureka”.

Descoberta ao invés da pasmaceira.

Em jeito de conclusão, faço o convite para me acompanharem nesta viagem, se assim o desejarem. Ninguém é obrigado a nada, mas conto com toda a participação dos leitores de PL para me questionarem ou mesmo para me emendarem quando acham que estou errado. Não vale a pena mencionar que insultos não, já que tenho a certeza que estou perante pessoas verdadeiramente civilizadas.
Contudo, peço o especial favor de evitarem ao máximo as perguntas cujas respostas se podem encontrar com uma simples busca, excepto no caso dos tutoriais ou análises mais detalhadas. A minha vida profissional limita-me imenso o tempo que posso dispensar e por esse motivo darei primazia às questões mais pertinentes ou aquelas onde o grau de dificuldade é mais elevado.

Despeço-me com um grande @braço para toda esta comunidade.

jocaferro SISTEMAS OPERATIVOS   LIVRES E ABERTOS José Rocha escreve no PL todas as terças um artigo sobre Sistemas Operativos Abertos.
Podem encontrar mais artigos como este no seu blog pessoal.

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